quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Até Quando

Lembro das covinhas que você faz quando sorri, talvez fosse essa a primeira coisa que prestei atenção em você, só fico indeciso se é isso ou a pinta que você tem no queixo, que insisto em beijar, quase involuntariamente.
Sabe... Gosto do teu jeito de viver a vida, despreocupada com muitas coisas, sempre buscando  um motivo pra retirar um sorriso das coisas ruins que te acontecem, de sempre ter um pouco de Chico, Caetano floreando os seu dias...
Lembro de várias coisas sobre você,  lembro de quando você, teimosa quis perder seu medo de pegar a estrada, simplesmente desceu do carro, deixando o lado do passageiro e assumindo o volante, decidida forte e altiva. Eu morri de orgulho me você naquela hora, mas não quis desconcentrar você e só admirei as pequeninas rugas de concentração pra não perder o controle....
Me recordo,  ainda falando sobre medos,  em um parque de diversão qualquer, eu sentado em uma montanha russa ( Deus se eu pudesse definir qualquer sensação naquele momento seria MEDO), mas você estava lá, e percebeu na frieza da minha mão, o nervosismo e mesmo assim me  disse “ estou aqui” e isso fez um pouco o medo adormecer.
Gosto do desenho do teu corpo usando minha  camiseta, aliás gosto do teu corpo do teu cheiro do teu gosto, eu simplesmente sou viciado na maneira com que nossos corpos se encaixam na hora de dormir.
A maneira como você entorta os lábios quando tem duvida de alguma coisa, mesmo se vem aquele: “ eu estou feia?” o qual você sempre saberá a resposta me encanta,  que eu nem consigo fazer muita coisa além de sorrir e te trazer pra perto num abraço demorado.
E nessa hora preciso sentir você na minha vida como parte de mim, ou como eu inteiro... Como naquela madrugada que você não conseguiu dormir e me perguntava “ isso tudo é real?” eu com sono, não deixei de responder: “ ate quando nossos corações acharem que devem persistir”
Talvez eu que não seja muito bom em falar, na minha existência inteira, se  disse algo que realmente tenha sentido ( não faça essa cara eu sou um palhaço profissional, faço piada de tudo e de todos, até de mim) foi essa frase.

ATÉ QUANDO NOSSOS CORAÇÕES ACHAREM QUE DEVEM PERSISTIR

Até quando não haja dor no nosso olhar, até quando ter você do meu lado não seja mera casualidade do destino, mas, o que almejamos pra nossa vida.
Ate quando não haja silêncio entre nossos sorrisos, pausa na nossa felicidade, cisco no olho, aperto da garganta e dor no coração...
Até quando eu ficarei preso na idéia de que fiz a escolha certa naquela noite chuvosa,  quando te peguei nos meus braços e te dei um beijo, tenho certeza, a vida de verdade começava ali, naqueles singulares minutos onde desejo e amor se fundiram...
Até quando você for essa parceira pra vida, a continuação do meu ser ( não acredito nesse negócio de metade e você sabe bem porque).
Até quando houver surpresas nos nossos dias, ate quando eu não puder segurar a falta que você me faz,até... sei lá quando...
Ate quando todas as musicas que narraram essa história tiverem sentido, até quando seu sorriso trazer toda essa luz toda essa felicidade, que só você pode me dar.
Enquanto não existe o fim,  aqueles passos mudos diante da porta, aquele choro preso dentro do peito eu vou estar aqui... Esperando você voltar do serviço, com o olhar cansado, mas com o riso que ilumina minha alma, irradia o meu ser.

Enquanto as mão se cruzarem num encaixe perfeito, existe uma promessa: EIS QUE VOU TE AMAR TODOS OS DIAS”

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sobre nós dois e o resto do mundo

Não vou morrer de solidão garota, esqueça essa coisa de amores platônicos e sofridos, Meu peito não tem resistência pra dor.
Deixo no banco de trás as rosas que ia te dar, junto com tantas outras frases pra afagar seu ego, uma maneira de fazer você se lembrar de mim.
Gosto do seu silêncio ecoando nas paredes da minha casa, latejando dentro do meu coração, um misto de dor e prazer. Mas como disse, não tenho mais aquela resistência adolescente de ficar remoendo os “pés-na-bunda” que a vida me dá, nem de ficar murmurando “por quê?” diante da sua foto. Mas na correria dos dias sempre esbarro com seu rosto no quadro de metal, dou um breve sorriso e me deixo sair de casa.
Tem tanta coisa aqui fora, nesse embaraço que é essa cidade, ainda mantenho meus olhos atentos sobre tudo o que acontece à minha volta, mas num segundo quando admiro a inconstância do que se sente, meu pensamento pousa sobre a sua imagem, e mais uma vez me deixo escapar um sorriso, num breve momento de aceitação.
Então vá ser  feliz,  procure novos motivos pra continuar a jornada, dê todos os dias pro mundo esse presente que é o seu sorriso. Não se preocupe, tá tudo certo do lado de cá, tenho um computador pra jogar as palavras de vez em quando, uma caneca que foi presente seu, onde deposito  meu chá na hora de escrever.
Vá, e não tema em olhar pros lados, ver novas coisas, sentir tudo o que você pode sentir, a vida é uma jornada, e o fim sempre é invisível, oculto e sem perdão. Viva cada pedaço da felicidade que o destino te proporcionar.
Eu vou ficar com a eterna mania de corrigir “mais” e “mas”, de acreditar que cada dia pode ser melhor que o outro, de cantar quase  a   todo momento, enfim buscando singular felicidade, nos espaços vazios, preenchendo os silêncios com risos altos e sem compromisso.

Já disse, ninguém morre de amor, pois amor o não deve nos “matar”. Mas nos fazer viver, e crendo na beleza da vida, nos momentos partilhados com amor, deixo você ir... 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Café Pra Um

O café da manhã é para um. As bebidas na mesa não têm cores e sabores diferentes. Os filmes não precisam ser explicados, debatidos ou disputados. A pizza é do que eu quiser. Com borda e tudo. Seus cabelos não molham mais os travesseiros. A porta em que você batia já não se incomoda com meu atraso. A barba que você odeia cresceu. Os cigarros, aqueles-que-não-podiam-ser-mencionados, agora são companheiros fiéis. O colchão extra dorme em pé, encostado na parede. A toalha fica em cima da cama.
E não existe hora pra chegar em casa. Quem me diz se a roupa está boa é o espelho, por mais que a opinião dele seja duvidosa. Nunca estou arrumado demais pra sair sozinho. O perfume mais gostoso uso só de noite. O ponteiro sempre passa dos 120. O volume passaria se pudesse. Abafaria o som que sua voz não faz.
Não tem por que deixar de bater bola hoje. Escapar da rotina, fazer diferente. Tem tempo de sobra, tempo demais. E um monte de mais do mesmo. E passam rápidos, os dias em que nada se espera do fim. Assim, espera-se qualquer coisa. Um novo capítulo, a próxima fase, um treino diferente, cerveja em dobro. A espera por algo que talvez nem venha.
Preencher todo o espaço que sobrou no colo. Planejar uma surpresa pra alguém que não existe. Descobrir que não, nem tudo o que começa tem que acabar sempre. Aprender que o errado fui eu, porra. Me desculpar com ninguém por te magoar.
Saber que é melhor assim. Que apesar da minha prepotência negar, você pode ser feliz sem mim. Mais do que comigo. Como você merece. Como você deve. Como você vai. Quanto a mim, os amigos, ainda que nem todos, voltaram. Não penso menos em você por isso. Lembro de sua voz. Da feliz. A brava não. Meus textos não tem plateia. Voltar pra casa é uma merda. Sair é ainda pior. Mas o bar está sempre ali pra mim. Vamos viver a vida antes que ela passe. Tá tudo bem.
O foda é tomar café sozinho
Por Osvaldo Bezzon Neto