Dizem que a primavera acontece algumas vezes na nossa vida....
Ledo engano, a primavera veio só uma vez, fez companhia por anos, mas se foi... Pra longe pra outro tempo, outro lugar...
Com a primavera, vem o primeiro amor, o primeiro brilho no olhar, o primeiro passeio de mãos dadas, a primeira vez que se faz amor com a alma e não só com o corpo...
Mas como estações do ano o amor vive as suas... na primavera a gente se encanta, no verão aprende a amar, no outono muda como as folhas pra manter o amor vivo, e no inverno (sempre haverá inverno nos corações), a gente se aquece com o outro ou amarga o frio de um fim que a gente acha por prematuro.
Mas mesmo que esqueçamos das outras estações, sempre lembraremos da primavera, onde as flores nasceram e com ele o amor que ficaria em nós, na nossa vida.
E o que passa, embora passe, fique um pouco em nós, na nossa vida, fazendo parte do que a gente foi ontem e MUITO do que somos hoje...
Mas como as outras estações do ano, a primavera acaba, e só nos resta esperar a outra, com outras cores, novas flores e outros amores...
Não diga “sei lá” só pega a minha mão e vamos por onde o
destino nos levar, olha pra mim e entende a minha felicidade, por ter você, por
ser você, viver você...
Entende que, nas palavras que eu não digo está todo o amor
em mim, e se por vontade esse amor é seu, pra aonde mais tenho que ir?
Sorri de lado e me hipnotiza, me olha direto nos olhos e
traduz a minha vida, vem e me abraça, e
me concede um lar.
Saiba que diante de todos os silêncios, você por si mesma,
por essa luz, esse encanto que apaixona a minha vida é mais do que suficiente,
mais do que bastante, o plano certo do que me é necessário.
Então olha pra mim,
enlaça a minha mão, então me diz porque quando você sorri, não tem razão o amor
que vive o meu peito?
Mas não me pergunte o que vestir essa noite, vem comigo, eu
só preciso sentir você, sua vida batendo na cadência do meu amor.
Então deixa pra lá, o que aconteceu no passado me abraça e
podemos ter um futuro, me abraça e tudo tem um pouco mais de sentido, tudo vale
a pena, quando você diz “te amo”.
Envolva-se na minha poesia muda traduzida num quieto olhar,
embriague-se naquilo que não consigo dizer mas sentir...
Em tudo o que eu poderia te dizer, não há emoção maior do
que amanhecer do teu lado, de ver seu preguiçoso bom dia circundando a minha
vida...
Eu lembro de você e muitas coisas sobre você, aliás tudo
sobre você guardo pra mim como um tesouro, relicário.. herança.
Lembro quando você disse “ não quero te amar” mas se apegou
ao meu peito de um modo que trouxe vida luz e paz a minha vida.
Lembro naquela tarde de domingo, quando eu fiz silencio
enquanto algo que te preocupava, eu só fiz mais silêncio e te abracei...
Sei muitas coisas, sei que não consigo parar de te olhar, e te olho sempre, na correria dos
nosso dias, na sua fúria por pouca coisa, na bronca pela toalha na cama.. mas
quer saber???
Parece que eu me apaixono, um pouco mais, por todas as suas
imperfeições, pela falta de carinho na TPM,pelas frases ríspidas ditas num
momento de raiva... Pelas inconstâncias inerentes ao teu ser.
Eu me apaixono, e toda
vez que te olho, você continua sendo maior que esse amor em mim.
Entende e sente: Quando coloca a mão no meu peito, não é um
só coração que acelera, é TEU coração, que te dei por vontade, em um momento a
sós, num momento no escuro onde só brilhavam nossas almas...
Pessoas correm pela vida com medo de dizer coisas, e na
contramão de tudo isso eu digo: EU TE AMO, até o fim de mim, pois és o meu
começo, parte do meu meio, início do meu fim.
Amo-te devagar, sem pressa, sem todo o calor das paixões que
se extinguem rápido no fervor do querer.
Amo cada detalhe que você tem, seja as covinhas que você faz
quando ri, ou talvez a cara emburrada que faz quando, pela milésima vez troca
de roupar e diz: “ eu estou feia”.
Sabe, de mim, você é a melhor coisa, meu melhor resumo, a
perfeita biografia, minha vontade gêmea, aquela ETERNA vontade de estar perto
partilhando de um abraço em silêncio.
Te olho a cada instante e não tenho a certeza que você é
real , sonho ou imaginação, e o peito de onde fervilharam tantas emoções só
quer seu seu...
Ser seu, como um” bom dia” sussurrado no ouvido, tuas como
minhas pernas que se enlaçam nas suas sem prazo de validade, sem esse peso da
idade, sem caridade.
Ainda digo, AMO cada detalhe teu, e por mais que sejam
teus, tornam –se meus quando os percebo,
e os guardo em um relicário eterno.
E quando dizes que sente minha falta, meu corpo se alevanta
de encontro a ti e nesse perfeito silêncio enquanto nossos lábios se tocam,
você é o resumo do meu ser.
Abrigo, lar morada, eterno e sem fim, naquilo que você é
dentro desse eu , que procura você pra sermos “nós”.
Além de mim, é o amor que eu juro, além de mim é o amor que
eu sinto mas, sem ti, nem todo o silêncio do universo seria o bastante pra
expressar minha dor...
Mas sorri de leve, com graça e encanto e eu saberei, ao
sorrir pra mim, é primavera outra vez.
“ Não vou te procurar, vou deixar você me esquecer, pra que
possa encontrar a pessoa mais certa que possa lhe amar, bem longe de mim”*
Moça, é muito difícil dizer essas coisas que estou por
dizer, ignore a vos embargada, as mãos que tremem, os olhos marejados, a
impaciência que quer que tudo termine de vez, e tudo isso o que eu tenho
guardado no meu peito tenha um fim rápido, eterno e sem dor...
Mas sempre existirá dor, quando olhar a sua foto, por isso a
rasgo em mil dentro de mim, como o meu coração, e antes de sair pela porta, num
mudo adeus, preciso te dizer algumas coisas.
EQVTATOD, essa era a jura, a promessa, que venceria o tempo
e o espaço, que seria infinito enquanto existisse um ultimo respiro sobre a
minha vida, e ate sempre par todo o sempre...
Moça, você foi o amor que todo o meu ser quis, que toda a
alma que procura alguma semelhante quis, mas agora, segurando suas mãos, é alma ao meio, dor no coração,
vida à parte silêncios que não se findam, mas há coisas pra dizer sobre você.
“ Naquele aniversário me tornei um rei, onde reinavam flores,
alma e coração**”
Moça até entendo que
corações e pessoas mudam, só não entendo
como isso pode ser possível, do dia pra noite..
Será que foi a indecisão que cerca nossos dias, todo o medo
de se viver aquilo que se apresenta perfeito diante dos nossos olhos? Ou o que
é novo, que traz a resistência de se cruzar a linha que separa sonhos de
realidade?
Qualquer que sejam as opções, te falei sobre amor, sobre a espera de se
viver o que é perfeito, e por ser perfeito, amor não se impõe, se aceita e se
vive, simples assim.
Já que quer partir, parta meu coração, mas se vá, e por
favor não olhe pra trás, mas nesses
poucos momentos que, ainda posso olhar pra você, tenho algumas coisas pra te
dizer:
Continua com o sorriso no rosto, a fala mansa, a coragem de seguir
em frente, essa mágica que só você tem, essa luz que encanta todos que sabem te
perceber.
Não perca o sono por tantas coisas, algumas coisas querendo
a gente ou não, se ajeitam com o tempo.
Se alguma vez tiver dúvida em seguir seu coração, o siga sem
pestamejar, mas lembre-se, você não pode confiar cegamente em seu coração, mas
você deve GUIAR seu coração, pois ele pode ser enganoso.
Não faça tanto silêncio que aqueles que você ama, o amor é
uma dádiva, e temos que cultivá-lo, e NÃO se esqueça amor é amor, quem quer que
o sinta, como quer que o sinta, e isso não muda de séculos em séculos.
Falando em amor, disse “que o meu não vai faltar”, porque
ele vai te circundar a cada dia, e vai estar lá perto de você quando você
sentir real emoção, quando simplesmente tudo na sua vida for silêncio meu amor
te abraça, e tentará, com Fé em Deus te deixar em paz.
Fará por própria conta uma ponte que passa por cima do mar
da mágoa, pra te desejar todo santo dia, “bom dia” silencioso diante da tua foto.
Não faça de ninguém seu sonho, VIVA seus próprios sonhos,
aventuras, a gente não é feliz por
precisar do outro, mas sim quando o outro é feliz em ver a nossa felicidade.
Então é assim, é cisco no olho, aperto na garganta, voz
falha, impaciência e mau humor por alguns dias, mas isso vai passar, vai passar
a falta.. vai passar a dor e o choro também.
“ O coração desaperta uma hora, e volto a achar graça nas
outras moças, em outros olhos, em outros amores, e juro vou voltar a sorrir ao
ver tua felicidade de perto.
Mas agora é adeus o que eu diria pra você, mas meu peito só
consegue dizer “até logo” e “procure-me em qualquer confusão***”
Lembro das covinhas que você faz quando sorri, talvez fosse
essa a primeira coisa que prestei atenção em você, só fico indeciso se é isso
ou a pinta que você tem no queixo, que insisto em beijar, quase
involuntariamente.
Sabe... Gosto do teu jeito de viver a vida, despreocupada
com muitas coisas, sempre buscando um
motivo pra retirar um sorriso das coisas ruins que te acontecem, de sempre ter
um pouco de Chico, Caetano floreando os seu dias...
Lembro de várias coisas sobre você, lembro de quando você, teimosa quis perder
seu medo de pegar a estrada, simplesmente desceu do carro, deixando o lado do
passageiro e assumindo o volante, decidida forte e altiva. Eu morri de orgulho
me você naquela hora, mas não quis desconcentrar você e só admirei as
pequeninas rugas de concentração pra não perder o controle....
Me recordo, ainda
falando sobre medos, em um parque de
diversão qualquer, eu sentado em uma montanha russa ( Deus se eu pudesse
definir qualquer sensação naquele momento seria MEDO), mas você estava lá, e
percebeu na frieza da minha mão, o nervosismo e mesmo assim me disse “ estou aqui” e isso fez um pouco o
medo adormecer.
Gosto do desenho do teu corpo usando minha camiseta, aliás gosto do teu corpo do teu
cheiro do teu gosto, eu simplesmente sou viciado na maneira com que nossos
corpos se encaixam na hora de dormir.
A maneira como você entorta os lábios quando tem duvida de
alguma coisa, mesmo se vem aquele: “ eu estou feia?” o qual você sempre saberá
a resposta me encanta, que eu nem
consigo fazer muita coisa além de sorrir e te trazer pra perto num abraço
demorado.
E nessa hora preciso sentir você na minha vida como parte de
mim, ou como eu inteiro... Como naquela madrugada que você não conseguiu dormir
e me perguntava “ isso tudo é real?” eu com sono, não deixei de responder: “
ate quando nossos corações acharem que devem persistir”
Talvez eu que não seja muito bom em falar, na minha
existência inteira, se disse algo que
realmente tenha sentido ( não faça essa cara eu sou um palhaço profissional,
faço piada de tudo e de todos, até de mim) foi essa frase.
ATÉ QUANDO NOSSOS CORAÇÕES ACHAREM QUE DEVEM PERSISTIR
Até quando não haja dor no nosso olhar, até quando ter você
do meu lado não seja mera casualidade do destino, mas, o que almejamos pra
nossa vida.
Ate quando não haja silêncio entre nossos sorrisos, pausa na
nossa felicidade, cisco no olho, aperto da garganta e dor no coração...
Até quando eu ficarei preso na idéia de que fiz a escolha
certa naquela noite chuvosa, quando te
peguei nos meus braços e te dei um beijo, tenho certeza, a vida de verdade começava
ali, naqueles singulares minutos onde desejo e amor se fundiram...
Até quando você for essa parceira pra vida, a continuação do
meu ser ( não acredito nesse negócio de metade e você sabe bem porque).
Até quando houver surpresas nos nossos dias, ate quando eu
não puder segurar a falta que você me faz,até... sei lá quando...
Ate quando todas as musicas que narraram essa história
tiverem sentido, até quando seu sorriso trazer toda essa luz toda essa
felicidade, que só você pode me dar.
Enquanto não existe o fim,
aqueles passos mudos diante da porta, aquele choro preso dentro do peito
eu vou estar aqui... Esperando você voltar do serviço, com o olhar cansado, mas
com o riso que ilumina minha alma, irradia o meu ser.
Enquanto as mão se cruzarem num encaixe perfeito, existe uma
promessa: EIS QUE VOU TE AMAR TODOS OS DIAS”
Não vou morrer de solidão garota, esqueça essa coisa de
amores platônicos e sofridos, Meu peito não tem resistência pra dor.
Deixo no banco de trás as rosas que ia te dar, junto com
tantas outras frases pra afagar seu ego, uma maneira de fazer você se lembrar
de mim.
Gosto do seu silêncio ecoando nas paredes da minha casa,
latejando dentro do meu coração, um misto de dor e prazer. Mas como disse, não
tenho mais aquela resistência adolescente de ficar remoendo os “pés-na-bunda”
que a vida me dá, nem de ficar murmurando “por quê?” diante da sua foto. Mas na
correria dos dias sempre esbarro com seu rosto no quadro de metal, dou um breve
sorriso e me deixo sair de casa.
Tem tanta coisa aqui fora, nesse embaraço que é essa cidade,
ainda mantenho meus olhos atentos sobre tudo o que acontece à minha volta, mas
num segundo quando admiro a inconstância do que se sente, meu pensamento pousa
sobre a sua imagem, e mais uma vez me deixo escapar um sorriso, num breve
momento de aceitação.
Então vá ser
feliz, procure novos motivos pra
continuar a jornada, dê todos os dias pro mundo esse presente que é o seu
sorriso. Não se preocupe, tá tudo certo do lado de cá, tenho um computador pra
jogar as palavras de vez em quando, uma caneca que foi presente seu, onde
deposito meu chá na hora de escrever.
Vá, e não tema em olhar pros lados, ver novas coisas, sentir
tudo o que você pode sentir, a vida é uma jornada, e o fim sempre é invisível,
oculto e sem perdão. Viva cada pedaço da felicidade que o destino te
proporcionar.
Eu vou ficar com a eterna mania de corrigir “mais” e “mas”,
de acreditar que cada dia pode ser melhor que o outro, de cantar quase a todo momento, enfim buscando singular
felicidade, nos espaços vazios, preenchendo os silêncios com risos altos e sem
compromisso.
Já disse, ninguém morre de amor, pois amor o não deve nos “matar”.
Mas nos fazer viver, e crendo na beleza da vida, nos momentos partilhados com
amor, deixo você ir...
O café da manhã é para um. As bebidas na mesa não têm cores e sabores diferentes. Os filmes não precisam ser explicados, debatidos ou disputados. A pizza é do que eu quiser. Com borda e tudo. Seus cabelos não molham mais os travesseiros. A porta em que você batia já não se incomoda com meu atraso. A barba que você odeia cresceu. Os cigarros, aqueles-que-não-podiam-ser-mencionados, agora são companheiros fiéis. O colchão extra dorme em pé, encostado na parede. A toalha fica em cima da cama.
E não existe hora pra chegar em casa. Quem me diz se a roupa está boa é o espelho, por mais que a opinião dele seja duvidosa. Nunca estou arrumado demais pra sair sozinho. O perfume mais gostoso uso só de noite. O ponteiro sempre passa dos 120. O volume passaria se pudesse. Abafaria o som que sua voz não faz.
Não tem por que deixar de bater bola hoje. Escapar da rotina, fazer diferente. Tem tempo de sobra, tempo demais. E um monte de mais do mesmo. E passam rápidos, os dias em que nada se espera do fim. Assim, espera-se qualquer coisa. Um novo capítulo, a próxima fase, um treino diferente, cerveja em dobro. A espera por algo que talvez nem venha.
Preencher todo o espaço que sobrou no colo. Planejar uma surpresa pra alguém que não existe. Descobrir que não, nem tudo o que começa tem que acabar sempre. Aprender que o errado fui eu, porra. Me desculpar com ninguém por te magoar.
Saber que é melhor assim. Que apesar da minha prepotência negar, você pode ser feliz sem mim. Mais do que comigo. Como você merece. Como você deve. Como você vai. Quanto a mim, os amigos, ainda que nem todos, voltaram. Não penso menos em você por isso. Lembro de sua voz. Da feliz. A brava não. Meus textos não tem plateia. Voltar pra casa é uma merda. Sair é ainda pior. Mas o bar está sempre ali pra mim. Vamos viver a vida antes que ela passe. Tá tudo bem.
Era pra ser amor quando olhava a sua foto, e uma pequena
impaciência corroía o meu peito, devia ser amor, quando me pergunto milhares de
vezes durante as horas de um dia o que você está fazendo e o que pode te
afligir.
Devia ser amor, havia todos os indício, todas as pistas,
como um pensamento perdido na tua imagem, uma canção que sussurra seu nome.
Podia, definitivamente podia ser amor, no montante de frases
perdidas numa folha, num silêncio cortante que precede o momento em que você
aparece.
Era pra ser amor naquelas letras todas juntas que não fazem
sentido, mas resumem muita coisa pra quem sabe o que elas significam.
Era pra ser amor quando a atenção deveria ser recíproca, mútua
e sem regras. Sem silêncios demorados, sem a mágica que se perde nos espaços,
em que não se encontram os abraços.
Devia ser amor, mas a ilusão se espreita nas frestas da
nossa felicidade, e vai tomando conta, e de tantos momentos mudos, chegamos a perguntar “ como
isso pode ser amor, se mais nos contorcemos em dúvidas do que sorrimos?”
Podia mesmo, mas o que o coração inventa a razão desmascara com a crueldade de sonhos
não vividos, de noites que não vão chegar, de juras que não vão se cumprir.
Mas foi amor, é amor, e por um tempo continuará, não é
porque só um sente que não é amor né?
Eu fico sempre parado olhando pra você, ainda consigo me
perder nas formas do seu rosto, tentando decifrar na sua fisionomia inerte,
algo que denuncie sua emoção.
Suas mãos tocam, enlaçam e enfeitiçam, consegue até, teu beijo,
o poder de parar o tempo por alguns minutos, de olhos fechados eu possa
descobrir um meio de te conquistar e
nada me acontece, pois nesse momento, só sinto provo e me encanto mais por
você...
Se meu silêncio pudesse rasgar a mudez dos meus lábios diria:
APAIXONE-SE
Renda-se a esse turbilhão de emoções que você sente que EU
sinto quando estamos juntos. Deixe- se levar pelas mãos que te tocam e o
sorriso que se abre quando você aparece...
Desista um pouco de ter a razão sempre ao seu lado, e venha
para o lado das pessoas que fazem as emoções terem sentido.
Prenda-se em mim como eu me prendo em você, procure no meu
cheiro fixo em você, como eu vasculho um traço do teu amor por mim, nos teus
aromas que fazem morada no meu corpo.
Vem...
Talvez seja tudo o que posso dizer, essa palavra tão pequena
dotada de somente três letras que pode traduzir um universo.
Vem... Vista-se de sonhos e venha me encontrar no meio do
caminho, se os sonhos precisam de um pouco de ação pra serem reais, minha parte
estou fazendo.
Desprenda-se das prisões do passado. E venha me encontrar, na
metade da ilusão que não tem por onde não
me cercar.
Na metade de um sorriso que você insiste em me dar... Corre,
quebra os grilhões daquilo que te aprisiona, lembra que sentimentos reais são
gêmeos da liberdade.
Liberdade de poder escolher seu destino, seja com quem for
aonde for, no espaço que possa existir entre os abraços que não se desfazem.
Vem... o medo é uma sensação mortal que nos prende á
realidade, mas o que te proponho nos fará eternos num só segundo.
Anda... O tempo passa e nossas indecisões corroem parte daquilo que nem
chegamos a construir...
APAIXONE-SE...
Há um mundo de coisas que podemos descobrir, sejam elas boas
ou não, nós que vamos saber.
Quando as mãos se entrelaçam, e uma jornada a frente, tudo se
torna mais prazeroso, mais alegre e mais sutil.
Dentre tantas outras, essa é uma das coisas que meu silêncio
diz pra você...
Menina... Larga de tanta implicância, e se rende ao que o
destino traz á sua porta.
Eu sei que um dia você sonhou em encontrar alguém te visse
pelo o que é não pelas formas do seu corpo..
Anda!!!! A felicidade bate na sua porta e você ainda se
perde em questionamentos: “ vou não vou?” no silêncio do seu quarto.
Corre menina! A gente fica velho o tempo passa, e a gente
fica sempre sentado sobre o muro da
história esperando o amor perfeito chegar...
Mas ele não vem... Te digo que amor perfeito é só aquele que
vem do alto, que é dado em graça e dura pra sempre.
Menina, mas sei que algo, ou alguém preenche seus dias e faz
você sorrir, sei que é com palavras bonitas, mas já se perguntou se o “tal moço”
realmente sente isso...?
Dá atenção pra quem sabe te sentir, te provar, te esperar e
te respeitar, não é assim que tem que ser? Nesse nosso mundo onde todo mundo
ama por um tempo, por que esse tempo que você ouve todo dia não pode ser pra
sempre???
Quem poderá dizer aonde essa estrada pode te levar???? Só um
bobo poderia questionar, pois se haverá amor, e se houver amor, pode apostar
será de todas as formas...
Então largue de desconfianças presas no ontem, o ontem
existiu, machucou doeu, e ninguém sabe mais do que você o que é uma dor no
coração.
Mas um coração, depois de um tempo se cura e se torna livre
pra viver, viver outras histórias, outros amores, outras vidas.
Então, não pense tanto, corre até aquela linha imaginária,
que separa segurança de ser só da
insegurança de viver por alguém, de ter um porto seguro, de ter pra onde voltar.
Volte menina.. pra onde tudo começa, onde amores podem ser
reais, não mantenha sempre a sombra da dúvida sobre seus olhos, o que tem que
ser é o que será, e se acreditar nisso todos os dias da sua vida ( eu desejo
assim) nunca serão iguais!
Ah menina!!! Qual a medida que mede as intenções do coração?
Qual a medida que regula o que foi das coisas que são??? Entenda que tudo que a
gente quer viver, sonha e entende por amor.. começa num “oi você...”
Uma taça de vinho manchada de carmim, minha lembrança vaga
do que aconteceu, seu corpo quente na minha cama, fragmento de um você e eu...
A música era boa seu olhar envolvia, num instante você era
o que eu queria, e assim sem
breves pausas tudo aconteceu...
Lembro que o vinho era perfeito, modéstia à parte fui eu quem escolhi, mas me pergunto: “ até onde
você é real?”
Você é uma alma que vive além dos 3000 SMS que a gente troca por dia? Ou só
aquela promessa que jura acontecer que
NUNCA vai ser real?
Você ainda pode
ser tudo o que crio na esperança,
que uma hora você venha, sem desculpas
que tem coisas pra fazer... Mas FIQUE...
Fique... Cara!!! ( sei que esse não é o termo mais romântico
que eu tenho, mas é esse que eu vou usar) Não viva nessa urgência de ir embora,
não viva nessa promessa de descompromisso.
Vamos lá! Diga que a noite não valeu nada, foi só um caso,
uma transa um “ a gente se encontra quando o corpo chama”.
Mas você se cala e seu olho fecha um pouco- aquele momento
que já conheço, que tenta, separar razão de emoção- e nada sai dos teus lábios.
Mas sei, de alguma forma,
depois de ontem, algo ficou preso em você como ficou preso em mim, e
disso minha cara, não podemos nos esquivar...
Porque em cada canto de nossa memória isso vai nos incomodar, e o que geralmente
incomoda, é essa distância, são as frases vagas que a gente solta: “ a gente se
vê..."
E a gente se vê, lutando contra algo que já esteja à porta,
pronto, mas não nos damos conta ou não queremos perceber.
Parece que a gente tem medo de abrir a porta e deixar a
felicidade chegar e invadir nosso lugar,
parece que de tanto tentar a gente se esquece de quanto um sorriso um abraço,
um afago faz falta.
Ontem foi o fim do começo, ou o começo do fim, mas aqui
sentado na cama, vendo seu corpo inerte, inebriado de sono, o sorriso bobo que
se esboça no meu rosto, o calor gostoso que tenho no peito me dizem, que o ontem
pode se estender até hoje, ate amanhã; ou até o fim da semana ou enquanto a
gente queira tentar.
Moça, nem te vi direito, e
algo captou minha atenção, seja o jeito que você sorri nas fotos ou modo que
anda, ou só o momento em que em algum lugar eu te disse “ a entrada é pelo
outro lado”, juro moça, quando você se virou, havia aromas de jasmim ao meu
redor.
Moça, nem entendo muito
dessas coisas de como as pessoas se tornam importantes para nós, mas tem gente
que a gente deve guardar no coração, mas quando você sorri moça, o mundo parece
mais bonito..
Do que tem medo? Até aonde
vai sua coragem? Nessas perguntas perdidas no tempo, há tanta coisa pra saber e
toda vez que a gente se despede, há aquela vontade não dita de pedir “ fica um
pouco mais”.
Fica um pouco mais moça, me
deixa saber quem é você quais são o seu
sonhos, me deixa entender por que és tão doce e encantadora. Me deixa entender os motivos que moram no seu coração,
aquilo que faz você pensar os seus passos que as pessoas chamam de razão...
Moça, qual a duração dos
sonhos, eu pouco sei disso, só entendo de coisas, mas se é pra entender de
pessoas, prefiro, primeiro entender quem
é você.
Uma vez moça, me disseram que o sonho é a coisa mais
preciosa que poderíamos guardar dentro dos nossos corações, e mesmo que se faça
uma noite escura e fria, o último minuto da madrugada, é aquele que chama a
manhã pelo braço, e digo moça, acredite sempre haverá uma manhã.
Uma manhã em que os medos da
noite não virão nos visitar, porque a luz lança fora todo o medo.
Moça, me diz seu nome, sua
cor preferida, os planos que eram de ontem que você busca nesse hoje que é tão
rápido, tão intenso tão ligeiro e ao mesmo tempo tão sem razão.
Por qual razão seu olhos brilham tanto? Por que
sua fala é tão doce e porque ainda espero que você me responda a cada dia?
Moça, não entendo de flores nem de cores e nem de amores,
mas se pudesse voltar no tempo, seguraria a sua mão e diria: “ fica mais um
segundo, enquanto esse mundo louco parece fazer sentido, só porque seguro a sua
mão..”
"Porque com a sua mão na minha mão E um bolso cheio de alma Posso dizer, não há lugar aonde não podemos ir"
Venha, pegue seu casaco, acho que você precisa de ar puro,
sob a luz de uma lua, onde você me mostra quem é.
Podemos nos abraçar de olhos fechados, nos sentar e
conversar por horas, onde nosso silêncio nos fala, no mais profundo dos nossos
corações...
Pois você é o amor, você é a chama, você é onde eu me
escondo, onde eu costumo a aprender
Posso te dar milhares de motivos, pra te explicar por que é
você, posso viver milhares de vidas,
onde eu sempre vou te encontrar , perdidos debaixo de um sol de verão.
Então você me conta que
esse amor é glória, me diz que
seu amor é real, me mostra do que seu coração é feito, me mostra aquilo que
preciso sentir.
Você prende o meu olhar, você justifica o meu amor, se torna
o meu abrigo, quando passa os braços no meu pescoço...
Então me diga que espera valeu à pena, me diga que estou
certo, perceba esse amor nos meus olhos, não tente hesitar.
Então pegue seu casaco, faz frio lá fora, a gente pode fugir
pra longe daqui, e falar desse amor que esta começando, ou dar início ao resto
das nossas vidas aqui, no meio da sua sala.
E se haverá lágrimas, que elas não ceguem nossos corações, e
se houver silêncios frios, que ele não seja maior do que a vontade dos nossos
corações.
Pegue o seu casaco, a vida começa a partir daqui, contanto
que você me olhe nos olhos, e dê razão a
tudo o que insisto em sentir...
Ela sorri de lado, passa as mãos no cabelo e me olha...
Deus, eu morreria pra ter esses olhos em mim toda a manhã. Ela fala demais, parece
uma metralhadora de palavras, mas me apaixono mais um pouco por cada palavra
que ela consegue proferir. Eu a assisto, como meu filme predileto, a poesia
perfeita, a canção que me faz esquecer de tudo e estar longe, mas pra quê?
Ela esta diante dos meu olhos, bem aqui na minha frente,
esse emaranhado de frases, olhares, perguntas, silêncios, confusões e
histórias.
Eu amo do jeito que ela acorda, estica bem os braços, me
abraça forte e diz: “bom dia”, juro eu poderia ter essa visão pra sempre.
E nem me importa se é uma camiseta velha minha que ela
esteja vestindo, ela nunca pareceu tão linda aos meus olhos. Nos singulares
momentos em que ela sorri, consigo ter um vislumbre da felicidade.
Ela prende o cabelo, num rabo-de-cavalo, sinceramente me pergunto
como ela pode ser tão perfeita? Como ela consegue se encaixar em mim
perfeitamente quando sente sono, ou como graciosamente coça os olhos quando
insisto em ver televisão até tarde e reclama: “ você não dorme não?”
Ela tem a mania de contar números primos quando esta com
medo, pede conselho sobre tudo, chora demais, ri demais e, claro, pergunta
demais.
Mas de certa forma, é ela que se encaixa nas pequenas
arestas da minha imperfeição, que sabe que não gosto de conversar quando
acordo, então só pousa a cabeça no meu peito e faz silêncio, e nesses breves
momentos quem que nada se fala, sinto que a conexão aumenta, tudo aquilo que o
Vinicius falava sobre amor, toma uma figura perfeita...
Deus.. é ELA! Porque me completa em todos os
sentidos, mesmo quando esta chata e reclama de tudo, eu sei que nessas horas,
só preciso a abraçar e fazer silêncio, porque sou desafinado como o cão, e pra ela
fiz uma música, porque desisto de entender as razões, motivos e circunstâncias,
só pra poder olhar pra ela.. e olhando, eu me apaixono cada vez
“*Eu sei que as cicatrizes falam Mas as palavras calam O que eu não me esqueci”
01- O FIM Não era mais uma porta que se fechava e detrás dela um rosto, não, definitivamente não era isso, era exatamente tudo pelo o que ela tinha vivido nos últimos anos. E todas as promessas se calavam no fechar da porta, no baque surdo que ela fazia, no silêncio que deixava na sala, na mesa de cabeceira, fotos, cartas lembretes das contas, um “post it” que fora pregado dentro da carteira: “ não se esqueça...AMO VOCÊ” “ De onde vem essa inconstância?” Ela pensa que de onde vem essa mudança repentina de ideais, de abraços quentes no meio da noite e de silêncios longos com olhos nos olhos... Mesmo os azulejos brancos da cozinha, ficaram amarelos depois da partida dele, mesmo aquele disco do Vinícius que ele deu em uma data especial, que tinha aquela música que dizia: “eu sei vou te amar”, começou a pular do nada, até o céu, por mais azul que seja, tornou –se cinza, melancólico, sem graça, pálido muitas vezes. Vestindo uma camisa dele, sentada no sofá, abraça as próprias pernas e pousa o queixo sobre os joelhos, percorre o quarto com os olhos: “ Há espaço o bastante pra eu ser feliz agora, mas nem consigo me mexer” E assim, se deixa deitar na cama, e do nada as lágrimas brotam, como se fosse uma chuva pra lavar seu peito, sua vida e sua alma... E no fim de todo esse pranto, ela sabe existirá a calma.
02- O EXÍLIO
Ela nem insiste em olhar sua imagem no espelho, ela nem insiste em disfarçar as olheiras pelas noites não dormidas O sol nem parece nascer, a vida nem parece continuar, as canções nem têm graça... O vermelho do esmalte, parece fosco, o batom já nem tem cor, e esse perfume já não enfeitiça. Ela vive sobre a dor que sobrevive entre seus breves soluços, desabafos numa rosa de amigos, ou sozinha naquele quarto onde tudo foi paixão... Mas ela vai, disfarça um sorriso aqui, uma alegria ali, mas se se vai... “ A vida é feita do que fazemos dela, é é essa hora de não dar atenção a nada, de me prender em mim mesma, de encontrar sentidos pra seguir em frente, mais um dia” E os dias correm e ela percebe, aos poucos, que ninguém – é exatamente NINGUÉM- morre de amor, de uma história que era pra ser mas não foi, mas agora se mantém ali.... Tem muita coisa pra se deixar pra trás, há muitas dores e muitas cicatrizes que doem só de tocar, mas ela se vai, fechada dentro de si mesma, ri, canta chora mas existe uma dor... E essa dor, ou receio do que possa estar por vir se resume no ato de olhar o mundo, como ele é.. na sua imperfeição.... “Da minha janela, vejo o mundo correr, ser feliz, cantar, chorar morrer e viver, mas não me envolvo, não que tenha algo contra tudo o que acontece lá fora, mas nesse momento eu não participo do mundo e ele não participa de mim”
03- O VALE * Eu andei demais, não olhei pra trás”
“Vou embora desse lugar, vou embora desse lugar de lembranças, juras e promessas que não chegaram a acontecer, vou-me, mas vou pra não voltar” Ela anda até onde seus pés cansados podem a levar, mas simpatiza com o silêncio de um lugar que cala a multidão de pensamentos em sua cabeça... Descobre que a vida continua, em outras pessoas que ama, em outros sorrisos que encantaram seu coração, em tantas outras pessoas que cativaram o seu olhar, seu peito, sua vida, seu amor... E viu que várias borboletas circundavam o seu corpo, e tinham várias cores, tamanhos, desenhos e formatos, que percebeu.. Ela viu que de repente pequenas larvas formavam casulos, e depois de algum tempo, saiam lindas borboletas foi ai que começou a entender... Que a vida renasce em cada olhar, e, em um momento podia ter se tornado uma “larva” mas nesse exato momento, deixava as dores para trás, nesse exato momento, voltava a ser feliz com si mesma e por si mesma e em si mesma... Não havia razões pra lembrar do que passou, pois o que passou não faz mais parte dela, aquelas borboletas, aquelas que circundavam o seu corpo lhe davam o recado: “ os mesmos pés cansados te levam de volta pra felicidade...” * Fera Ferida- Roberto Carlos
“Reconheço você, nas músicas, nas fotos e até nos meus
textos que faz tempo que não vêm pra cá, mas todo dia uma frase pousa sobre a
sua imagem e só uma frase sai de dentro de mim: RECONHEÇO VOCÊ.
Sim, te reconheço, mais pelas coisas que você é do que pelos
seus traços, eles mudaram um pouco, se tornaram diferindo que eu costumava a
ver, mas mesmo assim você AINDA é você.
Seu silêncio é afiado, corta fundo e sangra bastante mas
determinadas vezes, é melhor sentir a dor chata do corte que não sentir nada...
Não é nesse mundo que vivemos? Onde amores que se professam
com todas as forças, são esquecidos em semanas? Onde melhor é rir do que passou
do que carregar a dor de uma desilusão?
Na verdade, existe o tempo certo pra tudo, tanto pra sorrir,
quanto pra chorar, nem antes nem depois, o tempo exato, a medida certa, mas
(in) felizmente, o mundo ao meu redor não me diz que essa é a hora de esquecer,
de seguir em frente, de dar novos sorrisos e encantar outros corações.
Da minha janela, vejo o mundo que segue, com seus erros e
seus acertos, mas de certa forma me parece correto observar o mundo de longe,
sem nem opinar e me envolver, sem nem temer o que há do lado de fora, ou
vacilar antes de girar a maçaneta, nem me sentir refém no meu abrigo.
Há coisas deixadas por você, um olhar nublado, um humor
ranzinza, uma impaciência que insiste em se fazer presente quando os dias insistem
em não passar.
Tudo o que carrega o seu nome “amor”, seja adjetivo substantivo ou pronome
instantaneamente perde a graça, mas volta a ter sentido quando lembro do seu
sorriso.
Amor qualquer que seja o nome que você carregue, você deveria
acontecer, daqui há 6 meses ou 10 anos, acho que você deveria chegar mais perto,
e ver no fundo dos meu olhos tudo o que REALMENTE posso ser, ou não.
Pois você acontece nas frestas das nossas imperfeições, nos
silêncios que teimamos em cultivar, mesmo sabendo que você fala mais alto.
Amor, lacro minha carta não aberta, essa história que posso
ou não viver, mas não se esqueça EU RECONHEÇO VOCÊ.
Seis e meia... “Capitão Desastre” acorda e não acredita que terá mais um dia de entrevistas, reuniões, ligações que não levam a nada.. cobranças.
Cansado é sua definição, cansado de ser tão cobrado, tão importante. Seu mundo é feito de prazos, obras folhas de pagamento e diante de tudo o que pode ocupar seu tempo, ainda sente que tem tempo livre.... Livre o bastante pra sentir solidão.
“sonhos não cabem na minha realidade” . Seu pensamento a cada dia diante do espelho consegue ver a imagem do sucesso, mas o silêncio do fracasso ainda se mostran as frestas na sua armadura.
Nosso “Capitão Desastre” é articulado, tem formação, mas se perde em suas dúvidas e questionamentos deixou o amor de vez e decidiu não voltar, afundou barcos queimou portes de retorno jogou ao mar os mapas que poderiam trazer de volta ao porto seguro.
Confessa diante do espelho embaçado “ que foi sua maior besteira” dizer adeus àquilo que erra tão puro tão intenso e tão real, mas isso é passado engole suas lamurias com um sorriso amarelo, veste seu terno e se vai.. “ ninguém verá o quanto infeliz estou”
“Cem escovadas antes de dormir” esse é o pensamento da Linda Rainha de Marte, seu coração parte, seu parto rola, mas ninguém a verá frágil, ela não é desse tipo, perdida no meio dos destroços que pesou construir junto com alguém que quebrou suas barreiras, dissipou seus preconceitos, não costuma a dar vazão aos pensamentos: “liga” “cobra” “ vc prometeu me fazer feliz, esqueceu?”. Sozinha num quarto gigante pensa: “ aonde tudo mudou?” “pq eu não vi?” Mas reconhece em seu traços que não pode ser perfeita “ razão pela qual me amam é pq sou singelamente imperfeita”...
Dez e quinze... “Capitão Desastre” desce pra ver duas dezenas e meia de colaboradores, e todos sorriem e dizem “bom dia” mas não consegue responder á altura... Somente acena e diz olá a cada um.. cada sorriso o fere de forma nunca imaginada “ como podem ser tão felizes pelo o simples fato de me verem? Se soubessem o que eu renunciei ainda me veriam com os olhos de um líder que disse que eles deveriam lutar pelo o que sonhavam?”
Meio dia ... a Linda Rainha de Marte se perde em “ ir comer pra que?” ou “ estou com uma fome do cão!”. Mas se deixa levantar da sua mesa e sair.. Sair pra longe loge do sonho que um dia pareceu tão real, e as negativas do seu objeto de desejo a ferem mais e mais..
“ Se foi tao perfeito, pa não pode continuar?” Qual é a essência que muda sentimentos da noite pro dia e me coloca aqui.. com o coração na mão?”
“O msn não dá sinal.. o celular não toca,..será que já sou passado?” E tudo o que eu fiz vai pra onde? Pra uma lembrança vaga no catalogo de conquistas dele?”
Quinze e trinta.. Capitão desastre volta a sua mesa e ve .. uma.. duas mensagens que não pode responder pq estava tão ocupado demais “ alguém esta ocupado pro amor? ”Talvez eu esteja... talvez não seja justo.. vou responder... ( alguém entra em sua sala).
Do alto de sua sala, tem uma visão da enorme fábrica, com seus colaboradores que trabalham, correm brigam, mas não consegue ter alegria.. pensa na Linda Rainha de Marte: “ ela só pode ter vindo de outro mundo um lugar onde sonhos duram para sempre e esse não é o meu caso, tão singular e tão perfeita.... deixo nas memorias da minha tristeza aquilo que não tive coragem pra assumir como meu..!”
“ tempo cura tudo.. ela pensa” enquanto corre na sua rotina “ se ele não quis outro vai querer” Tenho o meu valor e isso ninguém rouba de mim” Momentos de alegria me espera, apesar dessa tristeza que carrego no peito” “ há coisas ainda pra viver ver que ainda não tive a chance de experimentar, não vou me perder por um desengano..”
E assim eles continuam sendo o “ Capitão desastre que destrói tudo oque toca a Linda Rainha de Marte que traz vida até onde não possa existir, longe mas com a vontade incessável de estarem perto partilhando o que um olhar os disse que seria eterno, mas os ventos do destino disseram que não era nada mais que passageiro”
Não conto história alheia não, moça. Só sei desenhar as minhas. Só traduzo o que sofri. Só revivo o que sinto, como quando o meu coração desmontou de tão aguado. De tão abatido. Coração fraco. Você me pede que agrupe palavras para narrar o seu amor, mas eu não sei fazer isso não. Ignoro amores além da janela. Esnobo seus ruídos. Amores tontinhos. Só me interessam os corpos que alcancei e os olhares que perdi. Só há beleza quando sobro. Só há palavras quando meus sonhos se despedem de mim. Ou desaparecem sem telefonema, sem post-it na geladeira. A sua história não comove a minha vontade de popular telas em branco, moça. As suas lágrimas sou incapaz de escutar. Meu caderno é egoísta demais para abrigar amores que não me pertencem. Não me odeie não, moça. Mas é que ultimamente a falta dele tomou conta de todas as minhas páginas. E enquanto meus livros deixam de cheirar a livros, porque cheiram a dias com ele, eu não posso falar de você. Só posso rabiscar por mim. Tentar decifrar o que querem as borrachas, que passam à força por cima das minhas paixões, me obrigando a apagar o que vivo e que está bom. A mentir que não me importo. Que não gosto. Gastando dias inteiros com lembranças. Escondendo carências. Por isso, moça, me entenda. Seu romance é livro na estante. E essa minha tristeza, a única coisa na cabeceira. POR PRISCILA NICOLIELO
Post Original :http://www.priscilanicolielo.com/2013/03/so-o-meu-amor-me-importa.html#.UVJGjhyHsew
”Não... Nâo desta
vez, não haverá juras que se quebram, não haverá meu pranto que rola toda vez
que fecho os olhos, não me permito cair nessa ilusão mais uma vez, isso já
aconteceu e sei bem como termina quem se fere sou eu..”
É garota, talvez eu entenda você, talvez eu entenda esse
medo que corre pela sua espinha toda vez que esse cara tenta contato com você,
talvez eu veja seu lábio contorcido em responder aquele SMS gigante com
palavras doces amáveis e inspiradoras, ou simplesmente manter silêncio. Você
escolhe a segunda alternativa porque, de verdade não sabe o que responder, ou
se sabe, teme que abrirá uma pequena brecha na sua fortaleza, nesse castelo,
nessa masmorra, onde os muros tem um “NÃO SE APROXIME” rabiscado em letras
garrafais, muros tão grandes, tão altos que não são feitos de concreto, mas de uma matéria muito mais
forte, muito mais sólida: REALIDADE.
Realidade baseada na frase: “Todo mundo parte uma hora, e
quando parte, parte a gente ao meio, e leva parte do nosso coração junto, e
oque resta é pedaços, pedaços de sonhos esperanças e expectativas, e claro,
choro... sim o seu choro. Mas não dessa vez!
Será que seria assim mesmo??? Será que o “ Eu
vou cuidar de você” não se traduziu naquelas quase 500 mensagens quando
você estava se sentindo mal por alguma coisa???? Não! Não quero ser “advogado
do diabo”, mas já te ocorreu que algumas- tá bom algumas poucas pessoas-pessoas
realmente dizem o que querem dizer?
Será que aquela preocupação cortante por um pé, alergia, ou
qualquer coisa que tenha te ocorrido nos meses passantes não era genuína? Será
que realmente tudo isso era fingimento, só pra ter uma recompensa, que já
sabemos qual é?
Fica a dúvida! Que mais que você quer que eu diga? Será que
ele era “o cara”, ou só mais um moleque que queria brincar de paixão? Um
moleque que quer conquistar, derrubar todas as suas barreiras, te deixar
entregue ao sentimento que você cria e com um sorriso cínico vira as costas e
se vai? Fica a dúvida!!!
Fica a dúvida de tudo o que você quer viver por medo, aquela sensação aterrorizante que te
diz: “tudo vai ser igual”, ou “tudo vai me fazer sofrer de novo”
O MEDO
Recorrente, que acontece de novo e mais uma vez, sempre num
ciclo eterno, o medo te circunda, assombra e conturba sua vida,
“O medo é uma sensação normal ao se confrontar com a verdade”
e talvez essa verdade seja: era ele, era ele que ia te olhar nos olhos e ver o
espelho da alma dele-não faça essa cara de incrédula, homens conseguem amar, de
verdade- era ele que ia dizer no fim de um dia ruim que tudo ia ficar bem, e
foi ele que baixou encodou uma temporada da sua série favorita, ou melhor,
comprou TODAS as temporadas em segredo pra que quando ele não estivesse, você
teria com o que se distrair, mas teria uma mensagem “estou pensando em você”. E
toda vez que havia uma mensagem do tal cara, falando em sentimentos fou você
que deu silêncio de volta... Medo... Simples assim, ou só aquela desconfiança, “Papai
do Céu caprichou dessa vez”.
Na boa, você só recebe aquilo que merece, isso é fato! Sem
nenhuma hipocrisia: Por que motivo razão ou circunstância plausível ou não, não
seria ele?
Porque, essa maldita
enfermidade de relacionamentos passados continua fazendo seu peito duro,
insensível, inerte a qualquer tipo de emoção?
Menina... o tempo passa, as oportunidades se vão, e aquilo
que era real ontem pode não ser hoje, existe aquele “momento suspenso” onde
tudo faz sentido, onde tudo se transforma, onde tudo o que era casual poderia se
tornar algo tangente e plausível,
mediante a instabilidade do coração, será que esse amor não seria pra ficar???
Tenho uma verdade pra você... mediante a tudo o que
aconteceu, não diga mais nada “ELE NÃO VAI TE RESPONDER”, em algum lugar do seu
silêncio ele encontrou a coragem pra não continuar, não continuar a nutrir
sonhos que VOCÊ não pode realizar, porque é muito mais fácil pra você continuar
com esses jogos em que você sempre
perde-não me venha com considerações, é assim que é, é assim que tem sido-
porque sabemos que é bem assim.
Não se esqueça! Ele não
responde mais, não importa o quanto
você tente, não importa o quanto AGORA você sinta que elé é especial, suas convicções agora não valem nada, mas não se
esqueça, você era só o projeto de felicidade dele, mas foi você que errou, por
não ter CAPACIDADE de ser real.
“ O amor é o ridículo da vida, a gente procura nele uma
pureza impossível”
Cazuza
... e o telefone não tocou, são mais de 24 horas depois da
última mensagem, e olhando fixamente
para o celular ali, parado, mudo e inerte várias coisas passam pela sua mente.
Mas não dá ouvidos a voz da dúvida: “ promessas são feitas
para serem cumpridas, minha parte, eu faço!” e se vai... Compra as coisas que
faltam, liga pro melhor amigo dá risada de uma palhaçada feita há algum tempo
atrás, organiza DVD’S e nessa hora bate a mão num “box” de uma série.. e tudo
volta: “ Onde essa pessoa está que não pode
responder uma simples mensagem?” “ Caralho!!! Será que é muito pegar a
porra do celular responder: Tô viva!?”. Coça a testa num sinal de inquietação,
põe a caixa lacrada em cima da mesa, continua na odisseia de por
ordem nesses DVD’S “ isso tá uma bagunça!!” murmura silenciosamente,
enquanto seu filme predileto cai ao chão, não resiste, pega o filme e coloca no
aparelho, já sabe de cor as cenas, as falas, sabe qual é o final: ela sem ele, ele sem ela, mas não aperta o eject , deixa o filme rolar, se perde em
tantas outras coisas, mas em um dado momento olha pra tela enquanto ela, a moça
do filme diz: “ Talvez em outra vida,
quando nós dois formos gatos”. Rápido simples indolor, num golpe só a gente
nem sente a dor, que vem sem aviso, sem alerta.
O INVENTOR DE PAIXÕES
“Ela era meu devaneio
de proximidade” diz o cara do filme, talvez seja isso.. um sonho, uma
miragem, uma vontade ímpar de estar perto de quem tem os olhos, o corpo e o coração longe daquilo que você almeja
ser. Um lugar pra descansar, um peito pra recostar quando o dia for conturbado,
uma canção pra esboçar um sorriso. Uma razão, um motivo, uma circunstância, a
preocupação cortante se o pé esta
melhorando, se a alergia regrediu, ou se simplesmente ninguém, hoje, fez o seu
coração chorar.
“ A gente
inventa essa proximidade”,
pensa... “ Seja num celular que pisca, seja nos breves caracteres que aparecem
numa tela, a gente cria a ilusão que somos importantes, em contramão o outro se
tornou gigante diante do nosso minúsculo coração, o outro se torna aquele
último nome na oração, o primeiro
pensamento ao acordar, o primeiro destino da primeira mensagem quando nem
levantou da cama, o primeiro sorriso quando lembra do rosto dela...a primeira
pessoa que você quer contar que está feliz , ou nem tanto .
Invenções, ilusões criadas a partir daquilo que não pode
ser, daquilo que NUNCA será real, fácil e simples quando encarado com
realidade, se não se responde o que se pergunta, é porque o assunto é
irrelevante, menos importante diante de tantas distrações que a gente tem
durante o dia.
“Quem quer há de dar um jeito, uma maneira” Não existe
sentença mais verdadeira, mais transparente com relação a sentimentos, porque
aquela linha segura que separa uma relação saudável , como amizade, de um
relacionamento frágil, ainda está lá, atrás dos seus calcanhares, por que em
algum momento você que atravessou a tal linha, não ligou para os riscos que
isso podia implicar, somente fechou os olhos e deu um passo- passo que
definiria os próximos anos da sua vida, ou até meses, ou dias, mas ao abrir os
olhos, o outro não estava lá, nem veio, nem viu, nem percebeu, não escutou...
São paixões que a gente inventa, “devaneios de proximidade”
que se escondem num mundo onde as
pessoas fingem diante de uma tela,
porque, afinal de contas, é mais seguro fingir na frente de um LCD de uma tela
capacitiva ou resistiva, é mais seguro... Sim é... porque diante da máscara da tela, somos mais confiantes,
mais bem humorados, mais inteligentes e, até mais atraentes.
E o “cara que inventava paixões”, está lá diante de um
horizonte, uma estrada, uma caminho pra trilhar, mas não haverá mãos dadas “
junto a travessia é mais prazerosa”, e nesse silêncio até o vento sabe dizer: “
Quem não se mostra de verdade, muito tem a esconder”
“Talvez aconteça, em outra vida, quando nós dois formos gatos” “Sofia Serrano- Vanilla Sky" O impossível sempre vai cercar nossa vida... seja um sonho que não podemos realizar ou aquela canção que sabemos de cor, mas não podemos cantar. O impossível aparece em todos os cantos, frestas e sombras aos quais nos perdemos um segundo na nossa atenção.. o que não pode ser sempre nos circunda como a quimera dos antigos alquimistas... Como a paixão perfeita que todos os amantes NUNCA vão poder provar. Esse impossível, aquela coisa que NUNCA vai nos acontecer, pode se traduzir num olhar que expressa tanto amor que NUNCA vamos receber... Ou um passeio de mãos dadas que não tem por onde ser real. Ou aquela frase de amor que fantasiamos a quatro estações que só pode ser sentida pela uma batida ímpar de um coração... Sonhos impossíveis são impossíveis e só, a realidade mata toda a fantasia que nosso peito possa criar, toda a primavera que nosso peito insista em elaborar no meio de um sinistro inverno ou toda sinfonia que nossa ilusão possa florear no silêncio da nossa solidão. Na vida sempre nos deparamos com aquilo que não pode ser, não por falta de vontade nossa, mas por um infortúnio do destino, ele ousa a nos distanciar do objeto da nossa devoção. Nem o instante suspenso onde abraços foram mais fortes que palavras, ou que olhares traduziram toda intensidade de um carinho. Na fatalidade do impossível de se sentir possuidor único do seu sonho, o tal “instante suspenso” evapora no vazio que os braços encontram. Já, nesse momento, não importam os “porquês” , “qual foi minha falha” e diante de um hiato silencioso, a sentença surge nua e crua... “ Não vai acontecer”. Não haverá juras, palavras de carinho, encontros, brigas, reconciliações, conversas olho no olho ou um abraço acolhedor no fim de um dia conturbado. Neste momento, abandone todas as ilusões, todos os sonhos frustrados pelo incrível. Desista de acenar pro futuro que não veio. Não se prenda naquilo que podia ser,na sua vontade de ser com a metade da sua ilusão, o mais completo possível... Parece até uma citação a qual a gente dispara diante de um bar, embriagado pela perda de algo que poderia ser valioso, mas que se tornou tão inútil como os cacos do sonho que você juntava, tentando fazer do NUNCA algo real e tangível... “ Quando um não quer dois não formam um casal”.
“ Que as pequenas coisas mostrem pra você o que é
felicidade”
O silêncio que você faz quando me ouve falar, o modo como
brinca com o cabelo quando se distrai com alguma coisa, ou até o som da sua
risada quando eu tento ser engraçado.
Pequenas coisas, todas as coisas, grandes coisas, coisas que
você é, pequenos pedaços de saudade, pequenos
vestígio de felicidade, uma canção não cantada, uma poesia não escrita.
O modo que você
silencia, a maneira como reclama ou só o modo em que pede “eu só queria que
tudo voltasse a ser doce”.
As palhaçadas que você me faz fazer, por prometer sempre
fazer você rir a cada dia, a preocupação que você me faz sentir se não está
tudo bem. Os conselhos que dou tentando acalmar seu coração, o jeito que sua
mão encaixa na minha...
Como você dorme com as mãos no rosto, o jeito que se
espreguiça quando acorda, todo o sono que você sente e como você diz “ sono não
se controla”.
As musicas que você ouve, a sua frase “ eu faço os doces
você os salgados”, a maneira espetacular como você consegue ser desastrada, a
mania que você tem de chorar por tudo, por todos.
Pequenas coisas, todas as coisas, grandes coisas... coisas
que você é, mistério indecifrável,
questões que não se respondem, verdades que não se questionam, frases que não
se calam.
Um aperto no coração quando você se cala, uma foto de um pé
contundido numa tela, o medo que você sente do amor, o jeito como você me conta
como foi seu dia. Singulares coisas na sua figura encantam de primeiro ato, o
tom da sua voz, a maneira como gesticula quando fala, e como pousa o calcanhar
no chão primeiro quando anda.
Até quando eu vejo
graça quando você fica brava, a mania que você mantém de dormir no meio de uma
conversa...
Pequenas coisas, todas as coisas, grandes coisas... coisas
que você é, o início de nada, o fim de tudo, motivos, razões e circunstâncias,
uma causa pra defender.
As coisas que escrevo,
a revolta por você não acreditar em nós, o meu silêncio profundo quando
vejo sua foto. A mania que a gente tem
de se tratar por aquela pequena palavra
que começa com “N”.
Você ainda consegue ser, em um piscar de olhos, tudo o que
eu quero, aquilo que prometo manter distância, mas nunca cumpro, porque cuidar
de você ainda parece ser a promessa mais importante que fiz na minha vida.
Você é muita coisa que não caberia em mim, você é meu último
nome na minha oração antes de deitar, meu primeiro pensamento ao abrir os
olhos, a inicial do seu nome presa no meu quadro de metal.
Pequenas coisas, todas as coisas, grandes coisas, coisas que
você é... PRA MIM.