
“ Diz que vai ficar, quando o dia for cinza e tudo aquilo
que traz riso pra gente for meio amarelo, pega a carta que deixei no criado
mudo, num dia de manhã, lê... E lê mais
uma vez pra entender de onde veio tanto sentimento.
Faz uma pausa, nessa solidão crescente que deixa a gente
mais longe um do outro, pega a foto de anos atrás e vê que eu não mudei tanto
assim... Meus sonhos podem ter mudado, minhas atitudes podem ter se modificado no cair doa anos, mas meu amor
não.
Meu amor ainda está aqui, preso nos meus olhos tatuado no
meu coração. Ainda recorro ao quadro de metal pra saber quão feliz a gente já
foi... Lembra quando a gente perdeu o caminho indo de carro que eu nem lembro
pra onde? Não esquece das risadas de fazer a barriga doer, da palhaçada sem compromisso de perecer
normal, pois a gente era a gente...
Um par, dois, duas pessoas que esperaram pro amor acontecer,
que tiveram fé que se era pra ser.. SERIA...
Então.. hoje é... é mão dada quando a gente anda na rua, é
sono de conchinha numa cama grande, é olhar silencioso enquanto a gente jura
que se ama.
Mas também tem briga, tem silêncio que provoca o outro, tem
aquele “OK” meio malcriado no meio do dia... E sempre, tem a falta... Tem a
falta de ter o outro ali, pronto, de verdade, a mão estendida, que revela
identidade de saber quem somos um para o outro.
Tem a musica preferida, a comida que você gosta, seu lado da
cama... Briga pelo maior pedaço da coberta, a mão que sempre dá um jeito de
tocar o rosto, o carinho que não se esconde mesmo que a briga chegue.
Lembra, que dias ruins sempre vão chegar, em qualquer
momento, mas a gente sempre foi maior que isso, nosso sentimento sempre foi
maior.
Pros dias ruins, quando a vontade vacilar, quando o silêncio
for a melhor resposta, eu ainda digo: estou aqui por você.”