quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Para Os Nossos Dias Ruins


“ Diz que vai ficar, quando o dia for cinza e tudo aquilo que traz riso pra gente for meio amarelo, pega a carta que deixei no criado mudo, num dia de manhã, lê...  E lê mais uma vez pra entender de onde veio tanto sentimento.
Faz uma pausa, nessa solidão crescente que deixa a gente mais longe um do outro, pega a foto de anos atrás e vê que eu não mudei tanto assim... Meus sonhos podem ter mudado, minhas atitudes podem ter  se modificado no cair doa anos, mas meu amor não.
Meu amor ainda está aqui, preso nos meus olhos tatuado no meu coração. Ainda recorro ao quadro de metal pra saber quão feliz a gente já foi... Lembra quando a gente perdeu o caminho indo de carro que eu nem lembro pra onde? Não esquece das risadas de fazer a barriga doer,  da palhaçada sem compromisso de perecer normal, pois a gente era a gente...
Um par, dois, duas pessoas que esperaram pro amor acontecer, que tiveram fé que se era pra ser.. SERIA...
Então.. hoje é... é mão dada quando a gente anda na rua, é sono de conchinha numa cama grande, é olhar silencioso enquanto a gente jura que se ama.
Mas também tem briga, tem silêncio que provoca o outro, tem aquele “OK” meio malcriado no meio do dia... E sempre, tem a falta... Tem a falta de ter o outro ali, pronto, de verdade, a mão estendida, que revela identidade de saber quem somos um para o outro.
Tem a musica preferida, a comida que você gosta, seu lado da cama... Briga pelo maior pedaço da coberta, a mão que sempre dá um jeito de tocar o rosto, o carinho que não se esconde mesmo que a briga chegue.
Lembra, que dias ruins sempre vão chegar, em qualquer momento, mas a gente sempre foi maior que isso, nosso sentimento sempre foi maior.

Pros dias ruins, quando a vontade vacilar, quando o silêncio for a melhor resposta, eu ainda digo: estou aqui por você.”