quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Inapagável

Você me olha e não tenho  surpresa, eu sou você, tenho você...
Você adormece, em silêncio te beijo, e, enquanto o mudo do teu sono perdura entre nós, algumas coisas me voltam à mente...
O seu jeito de rir, quando não sabe o que dizer, sua mão que procura a minha em cada instante, talvez o que as pessoas chamam de amor seja um momento, que nos faz admirar ou outro em nós, em tantos nós..
Espelho... Vontade gêmea perfeita, enquanto nós que estamos a sós, sonhamos que seja diferente, do que tudo o que acontece com essa gente, que ama hoje e esquece amanhã...
Não se esconda, mostre suas cores, tão claro como um arco-íris, na luz dos teus olhos eu vejo uma primavera em mim.
Só entenda, eu te cedo o meu peito, que é meio rude, imperfeito para que você possa reinar diante de mim.
Entenda, não tenho várias frases feitas ensaiadas diante do espelho, tenho a urgência de um pouco mais de você, pois só você existindo, tenho tudo pra que eu possa ser feliz.
Esquece as birras das brigas essa parte não nos faz felizes, só os lembra de um momento em que tudo o que pensávamos, o mais certo era desistir...
Não esquece, da flor na varanda, da música  do Chico que dizia: “ como agora ei de partir?” De como num segundo no tempo , nos pertencemos como almas que durariam pra sempre, pois poetas de senso interino ainda iam descrever o que éramos um para o outro...
Por favor, larga a maçaneta da porta, larga, de toda essa invencionice torta, que diz que não é você o resumo da minha vida, aquele sonho que guardei e muita coisa se você se for, não há de existir.
Não esquece, que tudo de mim, desperta um pouco aquilo que há em você, que, sobre um luar pálido juntamos nossas vidas, como juras que perduram para sempre.

E... se realmente  tem que ir, te dedico uma só frase da música e encantou nossos corações: “ Não.. acho que estás se fazendo de tonta, te dei meus olhos pra tomares conta, agora conta como ei de partir...”

sábado, 4 de outubro de 2014

O Adeus Que Eu Não Recebi

Onde quer que você esteja, parece ser tão longe como a eternidade, descruze  seus braços, abra seu coração, se tudo o que somos nunca teve um fim,  te pergunto: Onde começamos?
Talvez nunca  possa te esquecer, ou apagar os traços de você, eu sei que você compreende, pois me deu aquele triste “adeus” com lágrimas nos olhos... O mesmo adeus, que me recuso  a receber.
Lembro que eu vi você sair e a porta bater, o som que ela fez partiu um pouco de mim, você simplesmente disse adeus e foi embora... Se um dia você voltar, eu tenho algumas coisas para dizer:
01 Como você se sente numa casa que costumava a ser tão pequena pra vidas como as nossas, onde a gente se esbarrava de manhã, se abraçava e se beijava, e do nada, essa mesma casa parece um lugar gigante onde a lembrança é um fantasma, que me espreita pelos cantos?
02 Será que existe um tempo e um lugar onde nós possamos ir onde eu possa ter dizer como eu...
Espero que, do nada você volte, me abraçando e trazendo de volta parte de mim, o ritmo da chuva que miro pela janela coincide  com as batidas do meu peito, enquanto faço te esperar.
Será que fiz por merecer? Ou simplesmente finjo esquecer os ecos da sua figura que resvala nos intervalos do meu silêncio?
E no meu espelho embaçado, ainda tenho marcado de batom seus lábios, ainda tenho um recado riscado “era pra ser assim”, que eu nunca admiti...
Se eu me lembro bem, era pra durar, tanto quanto sonhos podem, mas você só se foi deixando um mar de fotografias.. Se um dia eu te ver mais uma vez, tenho algumas coisas pra te dizer:
03 Como é procurar sentido naquilo que não conseguimos compreender? Como colocar um fim naquilo que ainda em nós, não terminou? Eu sei que ainda você procura motivos pra se manter distante, mas tudo  o que você pensa  é em dar meia volta...
Volta... Seu jardim ainda está aqui, não sei cuidar de flores, mas pouco a pouco entendo de amores que foram feitos pra durar... Volta que eu ainda largo da minha mania de não dizer uma palavra sequer de manhã, só pra que você possa sorrir...
Porque, em resumo, esse seu último adeus que não recebi, é um erro pra mim e pra você, pois somos vontade gêma um do outro e sem nós como uma dupla, um par, quem é que vamos ser?

Como você se sente, se essa dor nunca devia pertencer ao seu peito?