domingo, 24 de abril de 2016

Eu, que inventei o amor.

Eu, que inventei o amor há tantos anos, hoje me pego de frente a um espelho cheio de ilusão revelando aquilo, que NUNCA podia ser, a mais pura ilusão...
Eu, por culpa própria inventei um universo que não podia existir, onde pequenos detalhes revelaram a minha falha... ACREDITAR.
Eu que diante desses milhares de versos que se guardam pra nunca sair, diante de todos os silêncios que se possam fazer, só o som do  meu coração que se parte é audível e ecoa nas paredes do meu quarto...
Eu, que inventei o amor à minha própria moda me perco naquelas canções que dizem que tudo se acaba, olho o tempo e ele não passa, olho a vida e ela não anda...
Eu, que jurei em algum segundo sentir mais que a mim mesmo e senti... Mas o espelho revela o que você sente, deve guardar pra si mesmo.
Eu, que pelo excesso de zelo de cuidado e de amor, me despeço como se o erro foi meu, coloco versos tristes em uma folha e admito: não era pra ser.
Me  despeço, com o velho sentimento daqueles que têm seu corações partidos: dá-se mais do que realmente recebe, ouve se mais do que se é ouvido, e num momento onde tudo acaba...
Eu, que inventei o amor, presto as minhas condolências ao sentimento que termina por partir, diante de um olhar frio que revela a verdade numa frase perdida em ignorância: “ estou mentindo?”.
Eu, somente eu que inventei o amor, à minha moda, e vi só o que tinha que ver, me perdi em tudo o que não deveria falar mas falei, escrevi tudo o que não era pra ser escrito e escrevi...

Eu, que inventei o amor acordo do sonho e vejo... muitas coisas se findam a todo tempo,mas eu não pude ver... Eu que inventei o amor, talvez amei demais que só amou a si mesmo...”

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