Não vou morrer de solidão garota, esqueça essa coisa de
amores platônicos e sofridos, Meu peito não tem resistência pra dor.
Deixo no banco de trás as rosas que ia te dar, junto com
tantas outras frases pra afagar seu ego, uma maneira de fazer você se lembrar
de mim.
Gosto do seu silêncio ecoando nas paredes da minha casa,
latejando dentro do meu coração, um misto de dor e prazer. Mas como disse, não
tenho mais aquela resistência adolescente de ficar remoendo os “pés-na-bunda”
que a vida me dá, nem de ficar murmurando “por quê?” diante da sua foto. Mas na
correria dos dias sempre esbarro com seu rosto no quadro de metal, dou um breve
sorriso e me deixo sair de casa.
Tem tanta coisa aqui fora, nesse embaraço que é essa cidade,
ainda mantenho meus olhos atentos sobre tudo o que acontece à minha volta, mas
num segundo quando admiro a inconstância do que se sente, meu pensamento pousa
sobre a sua imagem, e mais uma vez me deixo escapar um sorriso, num breve
momento de aceitação.
Então vá ser
feliz, procure novos motivos pra
continuar a jornada, dê todos os dias pro mundo esse presente que é o seu
sorriso. Não se preocupe, tá tudo certo do lado de cá, tenho um computador pra
jogar as palavras de vez em quando, uma caneca que foi presente seu, onde
deposito meu chá na hora de escrever.
Vá, e não tema em olhar pros lados, ver novas coisas, sentir
tudo o que você pode sentir, a vida é uma jornada, e o fim sempre é invisível,
oculto e sem perdão. Viva cada pedaço da felicidade que o destino te
proporcionar.
Eu vou ficar com a eterna mania de corrigir “mais” e “mas”,
de acreditar que cada dia pode ser melhor que o outro, de cantar quase a todo momento, enfim buscando singular
felicidade, nos espaços vazios, preenchendo os silêncios com risos altos e sem
compromisso.
Já disse, ninguém morre de amor, pois amor o não deve nos “matar”.
Mas nos fazer viver, e crendo na beleza da vida, nos momentos partilhados com
amor, deixo você ir...





