segunda-feira, 10 de junho de 2013

Quando você sabe que encontrou o amor da sua vida

Ela sorri de lado, passa as mãos no cabelo e me olha...
Deus, eu morreria pra ter esses olhos  em mim toda a manhã. Ela fala demais, parece uma metralhadora de palavras, mas me apaixono mais um pouco por cada palavra que ela consegue proferir. Eu a assisto, como meu filme predileto, a poesia perfeita, a canção que me faz esquecer de tudo e estar longe, mas pra quê?
Ela esta diante dos meu olhos, bem aqui na minha frente, esse emaranhado de frases, olhares, perguntas, silêncios, confusões e histórias.
Eu amo do jeito que ela acorda, estica bem os braços, me abraça forte e diz: “bom dia”, juro eu poderia ter essa visão pra sempre.
E nem me importa se é uma camiseta velha minha que ela esteja vestindo, ela nunca pareceu tão linda aos meus olhos. Nos singulares momentos em que ela sorri, consigo ter um vislumbre da felicidade.
Ela prende o cabelo, num rabo-de-cavalo, sinceramente me pergunto como ela pode ser tão perfeita? Como ela consegue se encaixar em mim perfeitamente quando sente sono, ou como graciosamente coça os olhos quando insisto em ver televisão até tarde e reclama: “ você não dorme não?”
Ela tem a mania de contar números primos quando esta com medo, pede conselho sobre tudo, chora demais, ri demais e, claro, pergunta demais.
Mas de certa forma, é ela que se encaixa nas pequenas arestas da minha imperfeição, que sabe que não gosto de conversar quando acordo, então só pousa a cabeça no meu peito e faz silêncio, e nesses breves momentos quem que nada se fala, sinto que a conexão aumenta, tudo aquilo que o Vinicius falava sobre amor, toma uma figura perfeita...
Deus.. é ELA! Porque me completa em todos os sentidos, mesmo quando esta chata e reclama de tudo, eu sei que nessas horas, só preciso a abraçar e fazer silêncio, porque sou desafinado como o cão, e pra ela fiz uma música, porque desisto de entender as razões, motivos e circunstâncias, só pra poder olhar pra ela.. e olhando, eu me apaixono cada vez 

sábado, 11 de maio de 2013

No vale das borboletas: Quando é necessário reaprender a sentir



“ *Eu sei que as cicatrizes falam Mas as palavras calam O que eu não me esqueci”



01- O FIM
Não era mais uma porta que se fechava e detrás dela um rosto, não, definitivamente não era isso, era exatamente tudo pelo o que ela tinha vivido nos últimos anos.
E todas as promessas se calavam no fechar da porta, no baque surdo que ela fazia, no silêncio que deixava na sala, na mesa de cabeceira, fotos, cartas lembretes das contas, um “post it” que fora pregado dentro da carteira: “ não se esqueça...AMO VOCÊ”
“ De onde vem essa inconstância?” Ela pensa que de onde vem essa mudança repentina de ideais, de abraços quentes no meio da noite e de silêncios longos com olhos nos olhos...
Mesmo os azulejos brancos da cozinha, ficaram amarelos depois da partida dele, mesmo aquele disco do Vinícius que ele deu em uma data especial, que tinha aquela música que dizia: “eu sei vou te amar”, começou a pular do nada, até o céu, por mais azul que seja, tornou –se cinza, melancólico, sem graça, pálido muitas vezes.
Vestindo uma camisa dele, sentada no sofá, abraça as próprias pernas e pousa o queixo sobre os joelhos, percorre o quarto com os olhos: “ Há espaço o bastante pra eu ser feliz agora, mas nem consigo me mexer”
E assim, se deixa deitar na cama, e do nada as lágrimas brotam, como se fosse uma chuva pra lavar seu peito, sua vida e sua alma... E no fim de todo esse pranto, ela sabe existirá a calma.


02- O EXÍLIO

Ela nem insiste em olhar sua imagem no espelho, ela nem insiste em disfarçar as olheiras pelas noites não dormidas
O sol nem parece nascer, a vida nem parece continuar, as canções nem têm graça...
O vermelho do esmalte, parece fosco, o batom já nem tem cor, e esse perfume já não enfeitiça. Ela vive sobre a dor que sobrevive entre seus breves soluços, desabafos numa rosa de amigos, ou sozinha naquele quarto onde tudo foi paixão...
Mas ela vai, disfarça um sorriso aqui, uma alegria ali, mas se se vai...
“ A vida é feita do que fazemos dela, é é essa hora de não dar atenção a nada, de me prender em mim mesma, de encontrar sentidos pra seguir em frente, mais um dia”
E os dias correm e ela percebe, aos poucos, que ninguém – é exatamente NINGUÉM- morre de amor, de uma história que era pra ser mas não foi, mas agora se mantém ali....
Tem muita coisa pra se deixar pra trás, há muitas dores e muitas cicatrizes que doem só de tocar, mas ela se vai, fechada dentro de si mesma, ri, canta chora mas existe uma dor...
E essa dor, ou receio do que possa estar por vir se resume no ato de olhar o mundo, como ele é.. na sua imperfeição....
“Da minha janela, vejo o mundo correr, ser feliz, cantar, chorar morrer e viver, mas não me envolvo, não que tenha algo contra tudo o que acontece lá fora, mas nesse momento eu não participo do mundo e ele não participa de mim”

03- O VALE

* Eu andei demais, não olhei pra trás”

“Vou embora desse lugar, vou embora desse lugar de lembranças, juras e promessas que não chegaram a acontecer, vou-me, mas vou pra não voltar”
Ela anda até onde seus pés cansados podem a levar, mas simpatiza com o silêncio de um lugar que cala a multidão de pensamentos em sua cabeça...
Descobre que a vida continua, em outras pessoas que ama, em outros sorrisos que encantaram seu coração, em tantas outras pessoas que cativaram o seu olhar, seu peito, sua vida, seu amor...
E viu que várias borboletas circundavam o seu corpo, e tinham várias cores, tamanhos, desenhos e formatos, que percebeu..
Ela viu que de repente pequenas larvas formavam casulos, e depois de algum tempo, saiam lindas borboletas foi ai que começou a entender...
Que a vida renasce em cada olhar, e, em um momento podia ter se tornado uma “larva” mas nesse exato momento, deixava as dores para trás, nesse exato momento, voltava a ser feliz com si mesma e por si mesma e em si mesma...
Não havia razões pra lembrar do que passou, pois o que passou não faz mais parte dela, aquelas borboletas, aquelas que circundavam o seu corpo lhe davam o recado: “ os mesmos pés cansados te levam de volta pra felicidade...”


* Fera Ferida- Roberto Carlos

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pro Amor Que Deveria Acontecer: Uma Carta Não Aberta.


“Reconheço você, nas músicas, nas fotos e até nos meus textos que faz tempo que não vêm pra cá, mas todo dia uma frase pousa sobre a sua imagem e só uma frase sai de dentro de mim: RECONHEÇO VOCÊ.
Sim, te reconheço, mais pelas coisas que você é do que pelos seus traços, eles mudaram um pouco, se tornaram diferindo que eu costumava a ver, mas mesmo assim você AINDA é você.
Seu silêncio é afiado, corta fundo e sangra bastante mas determinadas vezes, é melhor sentir a dor chata do corte que não sentir nada...
Não é nesse mundo que vivemos? Onde amores que se professam com todas as forças, são esquecidos em semanas? Onde melhor é rir do que passou do que carregar a dor de uma desilusão?
Na verdade, existe o tempo certo pra tudo, tanto pra sorrir, quanto pra chorar, nem antes nem depois, o tempo exato, a medida certa, mas (in) felizmente, o mundo ao meu redor não me diz que essa é a hora de esquecer, de seguir em frente, de dar novos sorrisos e encantar outros corações.
Da minha janela, vejo o mundo que segue, com seus erros e seus acertos, mas de certa forma me parece correto observar o mundo de longe, sem nem opinar e me envolver, sem nem temer o que há do lado de fora, ou vacilar antes de girar a maçaneta, nem me sentir refém no meu abrigo.
Há coisas deixadas por você, um olhar nublado, um humor ranzinza, uma impaciência que insiste em se fazer presente quando os dias insistem em não passar.
Tudo o que carrega o seu nome “amor”, seja  adjetivo substantivo ou pronome instantaneamente perde a graça, mas volta a ter sentido quando lembro do seu sorriso.
Amor qualquer que seja o nome que você carregue, você deveria acontecer, daqui há 6 meses ou 10 anos, acho que você deveria chegar mais perto, e ver no fundo dos meu olhos tudo o que REALMENTE posso ser, ou não.
Pois você acontece nas frestas das nossas imperfeições, nos silêncios que teimamos em cultivar, mesmo sabendo que você fala mais alto.
Amor, lacro minha carta não aberta, essa história que posso ou não viver, mas não se esqueça EU RECONHEÇO VOCÊ.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Capitão Desastre e a Linda Rainha de Marte


Seis e meia... “Capitão Desastre” acorda e não acredita que terá mais um dia de  entrevistas, reuniões, ligações que não levam a nada.. cobranças.
Cansado é sua definição, cansado de ser tão cobrado, tão importante. Seu mundo é feito de prazos, obras folhas de pagamento e diante de tudo o que pode ocupar seu tempo, ainda sente que tem tempo livre.... Livre o bastante pra sentir solidão.
“sonhos não cabem na minha realidade” . Seu pensamento a cada dia diante do espelho consegue ver a imagem do sucesso, mas o silêncio do fracasso ainda se mostran as frestas na sua armadura.
Nosso “Capitão Desastre” é articulado, tem formação, mas se perde em suas dúvidas e questionamentos deixou o amor de vez e decidiu não voltar, afundou barcos queimou portes de retorno jogou ao  mar os mapas que poderiam trazer de volta ao porto seguro.
Confessa diante do espelho embaçado “ que foi sua maior besteira” dizer adeus àquilo que erra tão puro tão intenso e tão real, mas isso é passado engole suas lamurias com um sorriso amarelo, veste seu terno e se vai.. “ ninguém verá o quanto infeliz estou”
“Cem escovadas antes de dormir” esse é o pensamento da Linda Rainha de Marte, seu coração parte, seu parto rola, mas ninguém a verá frágil, ela não é desse tipo, perdida no meio dos destroços que pesou construir junto com alguém que quebrou suas barreiras, dissipou seus preconceitos, não costuma a dar vazão aos pensamentos: “liga” “cobra” “ vc prometeu me fazer feliz, esqueceu?”. Sozinha num quarto gigante pensa: “ aonde tudo mudou?”  “pq eu não vi?” Mas reconhece em seu traços que não pode ser perfeita “ razão pela qual me amam é pq sou singelamente imperfeita”...
Dez e quinze... “Capitão Desastre” desce pra ver duas dezenas e meia de colaboradores, e todos sorriem e dizem “bom dia” mas não consegue responder á altura... Somente acena e diz olá a cada um.. cada sorriso o fere de forma nunca imaginada “ como podem ser  tão felizes pelo o simples fato de me verem? Se soubessem o que eu renunciei ainda me  veriam com os olhos de um líder que disse que eles deveriam lutar pelo o que sonhavam?”
Meio dia ... a Linda Rainha de Marte se perde em “ ir comer pra que?” ou “ estou com uma fome do cão!”. Mas se deixa levantar da sua mesa e sair.. Sair pra longe loge do sonho que um dia pareceu tão real, e as negativas do seu objeto de  desejo a ferem mais e mais..
“ Se foi tao perfeito, pa não pode continuar?” Qual é a essência que muda sentimentos da noite pro dia e me coloca aqui.. com o coração na mão?”
“O msn não dá sinal.. o celular não toca,..será que já sou passado?” E tudo o que eu fiz vai pra onde? Pra uma lembrança vaga no catalogo de conquistas dele?”
Quinze e trinta.. Capitão desastre volta a sua mesa e ve .. uma.. duas mensagens que não pode responder pq estava tão ocupado demais “ alguém esta ocupado pro amor? ”Talvez eu esteja...  talvez não seja justo.. vou responder... ( alguém entra em sua sala).
Do alto de sua sala, tem uma visão da enorme fábrica, com seus colaboradores que trabalham, correm brigam, mas não consegue ter alegria.. pensa na Linda Rainha de Marte: “ ela só pode ter vindo de outro mundo um lugar onde sonhos duram para sempre e esse não é o meu caso, tão singular e tão perfeita.... deixo nas memorias da minha tristeza aquilo que não tive coragem pra assumir como meu..!”
“ tempo cura tudo.. ela pensa” enquanto corre na sua rotina “ se ele não quis outro vai querer” Tenho  o meu valor e isso ninguém rouba de mim” Momentos de alegria me espera, apesar dessa tristeza que carrego no peito” “ há coisas ainda pra viver  ver que ainda não tive  a chance de experimentar, não vou me  perder por um desengano..”
E assim eles continuam sendo o  “ Capitão desastre que destrói tudo oque toca  a Linda Rainha de Marte que traz vida até onde não possa existir, longe mas com a vontade incessável de estarem perto partilhando o que um olhar os disse que seria eterno, mas os ventos do destino disseram que não era nada mais que passageiro”

terça-feira, 26 de março de 2013

SÓ O (MEU) AMOR ME IMPORTA

Não conto história alheia não, moça. Só sei desenhar as minhas. Só traduzo o que sofri. Só revivo o que sinto, como quando o meu coração desmontou de tão aguado. De tão abatido. Coração fraco. Você me pede que agrupe palavras para narrar o seu amor, mas eu não sei fazer isso não. Ignoro amores além da janela. Esnobo seus ruídos. Amores tontinhos. Só me interessam os corpos que alcancei e os olhares que perdi. Só há beleza quando sobro. Só há palavras quando meus sonhos se despedem de mim. Ou desaparecem sem telefonema, sem post-it na geladeira. A sua história não comove a minha vontade de popular telas em branco, moça. As suas lágrimas sou incapaz de escutar. Meu caderno é egoísta demais para abrigar amores que não me pertencem. Não me odeie não, moça. Mas é que ultimamente a falta dele tomou conta de todas as minhas páginas. E enquanto meus livros deixam de cheirar a livros, porque cheiram a dias com ele, eu não posso falar de você. Só posso rabiscar por mim. Tentar decifrar o que querem as borrachas, que passam à força por cima das minhas paixões, me obrigando a apagar o que vivo e que está bom. A mentir que não me importo. Que não gosto. Gastando dias inteiros com lembranças. Escondendo carências. Por isso, moça, me entenda. Seu romance é livro na estante. E essa minha tristeza, a única coisa na cabeceira.  POR PRISCILA NICOLIELO
 Post Original :http://www.priscilanicolielo.com/2013/03/so-o-meu-amor-me-importa.html#.UVJGjhyHsew

sábado, 9 de março de 2013

Sobre O Medo Recorrente De Amar De Novo


 
“...mas não! Não quero estar apaixonado”
                                                               Legião Urbana- L’avventura

”Não...  Nâo desta vez, não haverá juras que se quebram, não haverá meu pranto que rola toda vez que fecho os olhos, não me permito cair nessa ilusão mais uma vez, isso já aconteceu e sei bem como termina quem se fere sou eu..”
É garota, talvez eu entenda você, talvez eu entenda esse medo que corre pela sua espinha toda vez que esse cara tenta contato com você, talvez eu veja seu lábio contorcido em responder aquele SMS gigante com palavras doces amáveis e inspiradoras, ou simplesmente manter silêncio. Você escolhe a segunda alternativa porque, de verdade não sabe o que responder, ou se sabe, teme que abrirá uma pequena brecha na sua fortaleza, nesse castelo, nessa masmorra, onde os muros tem um “NÃO SE APROXIME” rabiscado em letras garrafais, muros tão grandes, tão altos que não são feitos de  concreto, mas de uma matéria muito mais forte, muito mais sólida: REALIDADE.
Realidade baseada na frase: “Todo mundo parte uma hora, e quando parte, parte a gente ao meio, e leva parte do nosso coração junto, e oque resta é pedaços, pedaços de sonhos esperanças e expectativas, e claro, choro... sim o seu choro. Mas não dessa vez!
Será que seria assim mesmo??? Será que o “ Eu vou cuidar de você” não se traduziu naquelas quase 500 mensagens quando você estava se sentindo mal por alguma coisa???? Não! Não quero ser “advogado do diabo”, mas já te ocorreu que algumas- tá bom algumas poucas pessoas-pessoas realmente dizem o que querem dizer?
Será que aquela preocupação cortante por um pé, alergia, ou qualquer coisa que tenha te ocorrido nos meses passantes não era genuína? Será que realmente tudo isso era fingimento, só pra ter uma recompensa, que já sabemos qual é?
Fica a dúvida! Que mais que você quer que eu diga? Será que ele era “o cara”, ou só mais um moleque que queria brincar de paixão? Um moleque que quer conquistar, derrubar todas as suas barreiras, te deixar entregue ao sentimento que você cria e com um sorriso cínico vira as costas e se vai? Fica a dúvida!!!
Fica a dúvida de tudo o que  você quer  viver  por medo, aquela sensação aterrorizante que te diz: “tudo vai ser igual”, ou “tudo vai me fazer sofrer de novo”

O MEDO

Recorrente, que acontece de novo e mais uma vez, sempre num ciclo eterno, o medo te circunda, assombra e conturba sua vida,
“O medo é uma sensação normal ao se confrontar com a verdade” e talvez essa verdade seja: era ele, era ele que ia te olhar nos olhos e ver o espelho da alma dele-não faça essa cara de incrédula, homens conseguem amar, de verdade- era ele que ia dizer no fim de um dia ruim que tudo ia ficar bem, e foi ele que baixou encodou uma temporada da sua série favorita, ou melhor, comprou TODAS as temporadas em segredo pra que quando ele não estivesse, você teria com o que se distrair, mas teria uma mensagem “estou pensando em você”. E toda vez que havia uma mensagem do tal cara, falando em sentimentos fou você que deu silêncio de volta... Medo... Simples assim, ou só aquela desconfiança, “Papai do Céu caprichou dessa vez”.
Na boa, você só recebe aquilo que merece, isso é fato! Sem nenhuma hipocrisia: Por que motivo razão ou circunstância plausível ou não, não seria ele?
Porque,  essa maldita enfermidade de relacionamentos passados continua fazendo seu peito duro, insensível, inerte a qualquer tipo de emoção?
Menina... o tempo passa, as oportunidades se vão, e aquilo que era real ontem pode não ser hoje, existe aquele “momento suspenso” onde tudo faz sentido, onde tudo se transforma, onde tudo o que era casual poderia se tornar  algo tangente e plausível, mediante a instabilidade do coração, será que esse amor não seria pra ficar???
Tenho uma verdade pra você... mediante a tudo o que aconteceu, não diga mais nada “ELE NÃO VAI TE RESPONDER”, em algum lugar do seu silêncio ele encontrou a coragem pra não continuar, não continuar a nutrir sonhos que VOCÊ não pode realizar, porque é muito mais fácil pra você continuar com esses jogos em que você  sempre perde-não me venha com considerações, é assim que é, é assim que tem sido- porque sabemos que é bem assim.
Não se esqueça! Ele não  responde mais, não importa  o quanto você tente, não importa o quanto AGORA você sinta que elé é especial, suas  convicções agora não valem nada, mas não se esqueça, você era só o projeto de felicidade dele, mas foi você que errou, por não ter CAPACIDADE de ser real.

O Cara Que Inventava Paixões


“ O amor é o ridículo da vida, a gente procura nele uma pureza impossível”
                                                                                                                       Cazuza

... e o telefone não tocou, são mais de 24 horas depois da última mensagem, e olhando  fixamente para o celular ali, parado, mudo e inerte várias coisas passam pela sua mente.
Mas não dá ouvidos a voz da dúvida: “ promessas são feitas para serem cumpridas, minha parte, eu faço!” e se vai... Compra as coisas que faltam, liga pro melhor amigo dá risada de uma palhaçada feita há algum tempo atrás, organiza DVD’S e nessa hora bate a mão num “box” de uma série.. e tudo volta: “ Onde essa pessoa está que não pode  responder uma simples mensagem?” “ Caralho!!! Será que é muito pegar a porra do celular responder: Tô viva!?”. Coça a testa num sinal de inquietação, põe a caixa lacrada em cima da mesa, continua na odisseia de  por  ordem nesses DVD’S “ isso tá uma bagunça!!” murmura silenciosamente, enquanto seu filme predileto cai ao chão, não resiste, pega o filme e coloca no aparelho, já sabe de cor as cenas, as falas, sabe qual é o final: ela sem ele, ele sem  ela, mas não aperta o eject , deixa o filme rolar, se perde em tantas outras coisas, mas em um dado momento olha pra tela enquanto ela, a moça do filme diz: “ Talvez em outra vida, quando nós dois formos gatos”. Rápido simples indolor, num golpe só a gente nem sente a dor, que vem sem aviso, sem alerta.

O INVENTOR DE PAIXÕES
“Ela era meu devaneio de proximidade” diz o cara do filme, talvez seja isso.. um sonho, uma miragem, uma vontade ímpar de estar perto de quem tem os olhos, o corpo  e o coração longe daquilo que você almeja ser. Um lugar pra descansar, um peito pra recostar quando o dia for conturbado, uma canção pra esboçar um sorriso. Uma razão, um motivo, uma circunstância, a preocupação  cortante se o pé esta melhorando, se a alergia regrediu, ou se simplesmente ninguém, hoje, fez o seu coração chorar.
“ A gente  inventa  essa proximidade”, pensa... “ Seja num celular que pisca, seja nos breves caracteres que aparecem numa tela, a gente cria a ilusão que somos importantes, em contramão o outro se tornou gigante diante do nosso minúsculo coração, o outro se torna aquele último nome na  oração, o primeiro pensamento ao acordar, o primeiro destino da primeira mensagem quando nem levantou da cama, o primeiro sorriso quando lembra do rosto dela...a primeira pessoa que você quer contar que está feliz , ou nem tanto .
Invenções, ilusões criadas a partir daquilo que não pode ser, daquilo que NUNCA será real, fácil e simples quando encarado com realidade, se não se responde o que se pergunta, é porque o assunto é irrelevante, menos importante diante de tantas distrações que a gente tem durante o dia.
“Quem quer há de dar um jeito, uma maneira” Não existe sentença mais verdadeira, mais transparente com relação a sentimentos, porque aquela linha segura que separa uma relação saudável , como amizade, de um relacionamento frágil, ainda está lá, atrás dos seus calcanhares, por que em algum momento você que atravessou a tal linha, não ligou para os riscos que isso podia implicar, somente fechou os olhos e deu um passo- passo que definiria os próximos anos da sua vida, ou até meses, ou dias, mas ao abrir os olhos, o outro não estava lá, nem veio, nem viu, nem percebeu, não escutou...
São paixões que a gente inventa, “devaneios de proximidade” que  se escondem num mundo onde as pessoas  fingem diante de uma tela, porque, afinal de contas, é mais seguro fingir na frente de um LCD de uma tela capacitiva ou resistiva, é mais seguro... Sim é... porque diante  da máscara da tela, somos mais confiantes, mais bem humorados, mais inteligentes e, até mais atraentes.
E o “cara que inventava paixões”, está lá diante de um horizonte, uma estrada, uma caminho pra trilhar, mas não haverá mãos dadas “ junto a travessia é mais prazerosa”, e nesse silêncio até o vento sabe dizer: “ Quem não se mostra de verdade, muito  tem a esconder”