domingo, 24 de abril de 2016

Eu, que inventei o amor.

Eu, que inventei o amor há tantos anos, hoje me pego de frente a um espelho cheio de ilusão revelando aquilo, que NUNCA podia ser, a mais pura ilusão...
Eu, por culpa própria inventei um universo que não podia existir, onde pequenos detalhes revelaram a minha falha... ACREDITAR.
Eu que diante desses milhares de versos que se guardam pra nunca sair, diante de todos os silêncios que se possam fazer, só o som do  meu coração que se parte é audível e ecoa nas paredes do meu quarto...
Eu, que inventei o amor à minha própria moda me perco naquelas canções que dizem que tudo se acaba, olho o tempo e ele não passa, olho a vida e ela não anda...
Eu, que jurei em algum segundo sentir mais que a mim mesmo e senti... Mas o espelho revela o que você sente, deve guardar pra si mesmo.
Eu, que pelo excesso de zelo de cuidado e de amor, me despeço como se o erro foi meu, coloco versos tristes em uma folha e admito: não era pra ser.
Me  despeço, com o velho sentimento daqueles que têm seu corações partidos: dá-se mais do que realmente recebe, ouve se mais do que se é ouvido, e num momento onde tudo acaba...
Eu, que inventei o amor, presto as minhas condolências ao sentimento que termina por partir, diante de um olhar frio que revela a verdade numa frase perdida em ignorância: “ estou mentindo?”.
Eu, somente eu que inventei o amor, à minha moda, e vi só o que tinha que ver, me perdi em tudo o que não deveria falar mas falei, escrevi tudo o que não era pra ser escrito e escrevi...

Eu, que inventei o amor acordo do sonho e vejo... muitas coisas se findam a todo tempo,mas eu não pude ver... Eu que inventei o amor, talvez amei demais que só amou a si mesmo...”

domingo, 18 de outubro de 2015

Se você a ver

E se você a ver, diga que ainda tenho saudade do modo como ela acorda de manhã, deitada de bruços, com os olhos que sorriam mais que seus lábios.
Diga que ainda coloco vez ou outra seu filme predileto, aquele que eu dizia que era trágico demais, mas pequenas notas de emoção surgem dentro do meu peito, não pela historia mas de lembrar de como seus olhos marejavam e seu nariz ficava vermelho quando tudo terminava.
Tudo termina, talvez essa seja a única verdade da vida, mas esse término é mais silencioso que as batidas do meu coração, como a sua figura que passou pela porta.
Mas se você a ver, não diga da minha tristeza, deixe por um momento, ela possa te olhar despretenciosamente, como se não prestasse atenção em nada que não seja a sua própria felicidade. Deixe que ela te abrace, passando o braço esquerdo no seu pescoço e oferecendo a face pra um beijo, enquanto delicadamente fecha os olhos e te abraça apertado.
Diga, que um pouco das suas manias estão aqui, como aquela de desenhar corações no calendário em datas importantes: aniversário de namoro, dia em que nos conhecemos, o dia, em que, morrendo de medo peguei um violão e dedilhei a canção da vida dela.
Deixe ela saber que as coisas estão arrumadas, do jeito que ela sempre fazia questão, ainda deixo muitas vezes a toalha molhada em cima da cama, mas logo recolho, temendo uma bronca que sempre vinha.
Essa é a coisa mais dolorosa sobre ela, o vazio que ela deixa, as canções que ela gostava, que não tocam mais pela casa mas ressoam na minha alma.
Deixa ela saber, que diante de tudo, espero que ela esteja bem, que seu sorriso aberto possa aquecer o coração de quem for. Que ela possa continuar com a eterna mania de tirar os sapatos ao pisar na grama, ou de fechar os olhos quando a brisa toca o seu rosto.
Deixe que ela saiba, que ela nunca foi embora, mas mudou o jeito de ficar, nas pequenas coisas que existem sobre ela e que agora moram mim.

Mas por favor, se não quiser dizer tudo isso, diga que a chave da porta ainda esta no nosso esconderijo secreto, que se abrir a porta, sempre vai ver na sala, sua flor preferida na mesa de centro da sala. E acima de tudo, deixei a porta aberta do meu coração, caso uma hora dessas ela resolva voltar.

sábado, 30 de maio de 2015

Vem Andar Comigo

Mais um dia...
E a gente segue na mesma coisa, prometemos mas não entregamos coisa alguma. Fazemos silêncio, mas é a saudade que traz noticia da gente.
Somos diferentes, mas parecemos ser iguais quando estamos juntos. A gente descomplica tudo com uma piada, pois a gente ri de tudo, até de nós mesmos.
Até as horas parecem passar devagar quando você não está. E no silêncio que fazemos, nos pegamos rindo das coisas que falamos diante de um dia inteiro.
Então.. parece que alguém tem que ter coragem pra dizer, o que se faz indizível, visível e concreto aos nossos olhos, aquilo que a gente finge que não existe, mas traz mágica aos nossos corações.
Fica... Não precisa ir embora, te dou um abraço, um beijo, entrelaço a sua mão, te dou razões pra começar uma coisa que já deveria  ter acontecido.
Olha, você sempre diz que você tem defeitos, mas não há  nada que  resuma uma figura humana,  que esteja muito perto da perfeição.
E, por negar qualidades e enfatizar defeitos, seguimos sós, sem admitir que no outro, existe algo que aquece o nosso coração...
Fica... Pois permanecer é a atitude daqueles que acreditam nos seus sonhos, fugir é muito fácil, mas o silêncio traz de volta aquilo que não podemos esquecer.
E, sem saber o que poderia ter sido, ficamos no meio do caminho, ou por medo ou por vaidade, mas tudo o que nos resta quando o outro não fala, é saudade.
Fica... Cala um pouco da vontade em mim, faz muda um pouco dessa dúvida em ti, me dá a mão, vem andar comigo.
Essa estrada que a gente se joga pra percorrer que a gente chama de vida, é muito sinuosa e cheia de percalços, mas junto, tudo fica mais fácil.
E, junto é mais fácil caminhar, há coisas pra fazer troca, há olhares pra dizer da presença, daquela vontade gêmea que insiste em ficar, quando tudo ao nosso redor nos manda embora.
Então fica...
Nesse mundo que separa rápido o que não pode ser do que deveria ter sido... Te olho e tento prender nos meus olhos toda a razão pela qual você é tão gigante para mim.
Fica... Te peço, mas deixo a porta aberta, pois temer o que não conhecemos é natural do ser humano.

Mas, ficar, é uma escolha, e mesmo que você passe pela porta eu nunca vou me arrepender de ter escolhido você.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Das Pequenas Coisas Do Meu Amor

Eu falo sobre você... Falo sobre encontros, sobre duas historias que se cruzaram em algum momento, e parecem não  querer desatar o laço que o destino fez em nossos corações.
Falo do teu sorriso, que ilumina algo em mim, que traz á tona, toda a vontade de compartilhar algo com você. Seja um café num fim de tarde, seu filme predileto, o silêncio das tuas dores a inconstância das tuas dúvidas... Dividir um dia, um mês, um ano... Uma vida.
Falo de pequenas coisas sobre, da maneira como cantarola sua musica favorita, das lágrimas que brotam nos teus olhos, enquanto tenta ser forte, em não demonstrar todo o amor que eclode em teu ser. Falo de como o entardecer fica perfeito, preso em seu abraço, e aos poucos, a vida parece não terminar.
E nessas pequenas coisas, tudo parece ter um pouco mais de sentido, o jeito como sorri de manhã ao acordar, a melodia infindável das tuas reclamações, o modo como segura com as duas mãos sua xícara de chá, teu jeito de moleca, que tira sarro de tudo o que acontece no seu dia, das maneiras insondáveis de quanto você representa pra mim.
Você é meu lugar de descanso, minha paz, e é muito pouco dizer que sinto amor por você, mas a base de qualquer amor é a admiração e gosto do jeito como você preza todos que te cercam e faz deles uma parte importante da sua vida.
Pequenas coisas, como quando você adormece segurando a minha mão, todas as pequenas singularidades de você só me fazem pensar que eu quero que você esteja comigo, amanhã de manhã, na semana seguinte, no ano que vem, pro resto da vida...
Ainda sim, uma eternidade não bastaria pra estar ao seu lado, pois quando depois de um abraço demorado e um silêncio que se prolonga você diz: “eu te amo”.

Num mundo de grandes singularidades, onde tudo o que se sonha tem prazo pra terminar, eu me sinto acima do tempo, só porque sei que amanhã de manhã, você ainda vai me escolher e vou poder ver o teu despertar, e nisso... todo o meu amor tem razão de ser.

terça-feira, 28 de abril de 2015

(...)

Não foi... É tudo o que resta a dizer, você soube me ver mas,  não pode me enxergar.  E diante dos tardios silêncios que se fazem, que resvalam nas paredes, tiro sua foto do quadro de metal, beijo docemente e a coloco na caixa do breve “ não pode ser” que circunda a minha vida. Deixo uma poesia  incompleta, uma canção que ainda não pode tocar.
Talvez você tenha aparecido tarde demais, ou talvez ainda pense em você como se tivesse dez anos a menos. Mas o tempo não espera, você não veio uma vez, quando veio, decidiu ir embora, e agora, que pode caminhar, se recusa a vir me encontrar. Mas não te culpo, a culpa é sempre daquele que insiste em entregar uma coisa que o outro não quer receber...
São tempos solitários por aqui, e tudo o que eu faço, é lembrar da tua figura... Mas isso passa né? Passou antes, não tem porque não passar agora.
Não  se preocupe, é breve essa situação, agora é tudo cinza, mas as  cores voltam ao poucos, e, sem perceber, coloco o disco do Vinicius, enquanto seguro uma xícara do teu chá predileto, vez ou outra o vazio se preenche não é?
Não se entristeça... A vida é muito “madrasta” a gente luta muito, pra nunca ter nada, tudo o que vivemos nessa existência é aposta, e nem sempre a gente pode ganhar.

Só recolho  aquele: “ meu amor não vai faltar”, todas as juras se mantêm as mesmas, mas  é necessário deixar você ir, pra que  você seja o que quer queira ser, - pois a culpa é minha- que vá pra onde possa ir, e viva o que decide viver. Solto aquilo que eu nunca consegui prender, mas vou bem, pois te deixando ir, posso voltar a ser quem eu era antes...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Inapagável

Você me olha e não tenho  surpresa, eu sou você, tenho você...
Você adormece, em silêncio te beijo, e, enquanto o mudo do teu sono perdura entre nós, algumas coisas me voltam à mente...
O seu jeito de rir, quando não sabe o que dizer, sua mão que procura a minha em cada instante, talvez o que as pessoas chamam de amor seja um momento, que nos faz admirar ou outro em nós, em tantos nós..
Espelho... Vontade gêmea perfeita, enquanto nós que estamos a sós, sonhamos que seja diferente, do que tudo o que acontece com essa gente, que ama hoje e esquece amanhã...
Não se esconda, mostre suas cores, tão claro como um arco-íris, na luz dos teus olhos eu vejo uma primavera em mim.
Só entenda, eu te cedo o meu peito, que é meio rude, imperfeito para que você possa reinar diante de mim.
Entenda, não tenho várias frases feitas ensaiadas diante do espelho, tenho a urgência de um pouco mais de você, pois só você existindo, tenho tudo pra que eu possa ser feliz.
Esquece as birras das brigas essa parte não nos faz felizes, só os lembra de um momento em que tudo o que pensávamos, o mais certo era desistir...
Não esquece, da flor na varanda, da música  do Chico que dizia: “ como agora ei de partir?” De como num segundo no tempo , nos pertencemos como almas que durariam pra sempre, pois poetas de senso interino ainda iam descrever o que éramos um para o outro...
Por favor, larga a maçaneta da porta, larga, de toda essa invencionice torta, que diz que não é você o resumo da minha vida, aquele sonho que guardei e muita coisa se você se for, não há de existir.
Não esquece, que tudo de mim, desperta um pouco aquilo que há em você, que, sobre um luar pálido juntamos nossas vidas, como juras que perduram para sempre.

E... se realmente  tem que ir, te dedico uma só frase da música e encantou nossos corações: “ Não.. acho que estás se fazendo de tonta, te dei meus olhos pra tomares conta, agora conta como ei de partir...”

sábado, 4 de outubro de 2014

O Adeus Que Eu Não Recebi

Onde quer que você esteja, parece ser tão longe como a eternidade, descruze  seus braços, abra seu coração, se tudo o que somos nunca teve um fim,  te pergunto: Onde começamos?
Talvez nunca  possa te esquecer, ou apagar os traços de você, eu sei que você compreende, pois me deu aquele triste “adeus” com lágrimas nos olhos... O mesmo adeus, que me recuso  a receber.
Lembro que eu vi você sair e a porta bater, o som que ela fez partiu um pouco de mim, você simplesmente disse adeus e foi embora... Se um dia você voltar, eu tenho algumas coisas para dizer:
01 Como você se sente numa casa que costumava a ser tão pequena pra vidas como as nossas, onde a gente se esbarrava de manhã, se abraçava e se beijava, e do nada, essa mesma casa parece um lugar gigante onde a lembrança é um fantasma, que me espreita pelos cantos?
02 Será que existe um tempo e um lugar onde nós possamos ir onde eu possa ter dizer como eu...
Espero que, do nada você volte, me abraçando e trazendo de volta parte de mim, o ritmo da chuva que miro pela janela coincide  com as batidas do meu peito, enquanto faço te esperar.
Será que fiz por merecer? Ou simplesmente finjo esquecer os ecos da sua figura que resvala nos intervalos do meu silêncio?
E no meu espelho embaçado, ainda tenho marcado de batom seus lábios, ainda tenho um recado riscado “era pra ser assim”, que eu nunca admiti...
Se eu me lembro bem, era pra durar, tanto quanto sonhos podem, mas você só se foi deixando um mar de fotografias.. Se um dia eu te ver mais uma vez, tenho algumas coisas pra te dizer:
03 Como é procurar sentido naquilo que não conseguimos compreender? Como colocar um fim naquilo que ainda em nós, não terminou? Eu sei que ainda você procura motivos pra se manter distante, mas tudo  o que você pensa  é em dar meia volta...
Volta... Seu jardim ainda está aqui, não sei cuidar de flores, mas pouco a pouco entendo de amores que foram feitos pra durar... Volta que eu ainda largo da minha mania de não dizer uma palavra sequer de manhã, só pra que você possa sorrir...
Porque, em resumo, esse seu último adeus que não recebi, é um erro pra mim e pra você, pois somos vontade gêma um do outro e sem nós como uma dupla, um par, quem é que vamos ser?

Como você se sente, se essa dor nunca devia pertencer ao seu peito?