segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mas se...

Mas se... O amanhã cheio de sonhos que sempre conversamos antes de dormir,  desistir de chegar, se houver silêncio, mágoa pulsante entre as batidas do nosso coração, se perde entre o olhar cinza da nossa aquietação.
Saiba, há tantos caminhos pra se escolher, há tantas juras pra se fazer, mas num momento , sobre silêncios que só a alma compreende eu te disse: “ você sempre será a melhor parte de mim”.
Mas se, de um momento a outro, decidir pular desse barco, ao qual somos  prisioneiros por vontade, dá sinal pra mim, pra que eu possa ler entre suas atitudes, que o abraço já não mais aquece, que a rima perdeu a graça, e Vinícius, nem Chico e nem Ana, quando cantam, traduzem seu amor por mim...
Entende... Que há coisas que a gente sonha e outras que a gente vive,  você nunca foi a história que ficaria grudada nas minhas memórias, mas você foi tudo o que  uma alma inquieta queria viver.
Inquieta demais pra saber os caminhos desse coração, inquieta ao apostar em você todo o futuro de uma vida, sem ao menos pensar que a queda é longa e a cicatriz é pra sempre.
Percebe... Que eu sempre serei  canção ímpar entoada por um coração só, que persiste entre silêncios, hiatos e reticências.
Mas se de fato, o amanhã não chegar, lembre –se: “todo amor que houver nessa vida” estará preso em seus olhos e no brilho do seu sorriso quando você não sabe o que dizer.
Estará firme, eterno e pungente na face que você faz quando me mira, no silêncio mudo que faço quando te toco.
E... se não houver uma aurora pra completar nosso peito, e se tudo que a gente sonha, for estranho e sem jeito... Lembra da cara que eu faço  quando te vejo, mas não queria que você fosse mais que um espelho, que traz de volta...
Traz de volta o abraço apertado, o silêncios, entre os soluços, quando a vida só fazia por doer, que aos poucos trazia a paz de ter um teto, uma casa, um lar...
Mas.. Se não houver amanhã pra nós, desejo que em um momento estejamos a sós, partilhando do que não existe, enquanto desfazemos os nós, que nos impedem de sermos nós, porque de verdade, desejamos ser sós...
E, se é aqui, nessa sala muda onde tudo termina, onde a paridade de sermos mudos diante de um amor que definha, lembra  de modo suave e sorri, que tenho tuas digitais em mim e num segundo perdido no tempo, você é a tradução de todo amor que já existiu.
E é simples, não saberei te esquecer, porque afinal, não fui feito pra viver sem você...


sábado, 10 de maio de 2014

Encontros



Quando te olho te enxergo do avesso, te vejo nas entrelinhas do meu futuro, pra mim você é luz, pra mim você é fogo, e é água, é sabor o indescritível do paladar de quem ama"
Me descobre  um pouco mais  debaixo dessa  luz venha pra mim como estou pra você, e esses silêncios que a gente faz o amor  acontece....
Qualquer coisa nele me desperta uma emoção, qualquer sorriso acelera o coração, eu me transbordo em amor quando digo o amo, me derreto de paixão ao toque. O amor me atingiu a queima roupa, e causou essa hemorragia de emoções, me intoxiquei com os beijos daquele rapaz
O amor não é cego, ele apenas enxerga com tudo aquilo que os olhos não podem ver.
Entende... Que eu sou fogo que não se apaga, amor que não se esquece, amor que não se cala, e dentro do que não se cala... Sua voz ecoa dentro de mim...
A voz que ecoa em você é meu amor transbordando pela boca, e a voz que não se cala dentro de mim, é fogo que me derrete de paixão quando me toca, esse amor que me atingiu a queima roupa, e causou essa hemorragia de emoções
" Sejamos ecos do que desejamos sentir.. Enlaça a minha mão... guarda meu futuro... Sorri pra mim e tudo tem razão esteja comigo, e sei que tudo o que passei na vida até te encontrar.. juro, não foi em vão"
Na esquina do verso, ali na curva da virgula encontrei um sentimento conciso, um amor verdadeiro, uma insensatez que se encaixou com a minha, o ponto final das minhas interrogações, o para sempre de hoje, o final feliz das minhas duvidas.

Créditos á F.C. pela narrativa impactante.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Das simples coisas sobre você

Desejo que, quando você pular de cabeça na felicidade, você não sinta a queda.
Quero que quando as lágrimas se tornarem um mar, você aprenda a nadar.
Espero que quando todos gritarem... Que gritem o seu nome.
E que quando, todos quiserem fugir, você possa ficar.
Ou talvez, que você se apaixone, e que isso machuque um pouco.
E esse é o único jeito que você poderá saber, que você deu tudo o que tinha.
Quero que você não sofra, mas aprenda com a dor dos outros.
Desejo que quando aquele minuto mágico que separa a madrugada fria da manhã ensolarada, você possa dizer:
“Eu fiz  tudo o que pude”
“ eu mereci cada segundo que essa vida me deu, eu vi muitos lugares, fiz tudo o que eu quis, e em cada cicatriz cada dor no seu coração você possa dizer... EU VIVI”
Quero que os dias passem por você, e com eles você aprenda algo, e quando o sol se por você possa fazer um brinde.
Espero poder testemunhar sua alegria, e toda a sua dor, e até que o nosso momento chegue... Possamos dizer:
“ Nós fizemos tudo o que pudemos”
“ A emoção que doamos foi pura e sincera, nossa vida passou e ela não foi em vão, porque dentro de nós tínhamos alma, música e coração”
E em cada sorriso molhado pelas lágrimas, possamos dizer: “ NÓS vivemos”.
Que em cada desilusão você possa dizer: “EU VIVI”

Que em cada silêncio você possa falar, que em cada tristeza você possa sentir: “EU VIVI”

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Rara Luz

Ei... Menina que brinca de ser dura, sei que no seu coração mora uma moça que ama mais do que entende, mas em determinados momentos se rende á razão...
Parece até  aqueles textos, que a gente tá cansado de ler por ai, em tantos lugares, cheios de versos e plurais, mas hoje me perco (com o perdão da palavra no singular) falarei sobre você, somente sobre você.
Apesar de você ser essa afeição de pouca paciência, e nenhuma cordialidade fingida, sei que você se orgulha de ser quem você é , com seus defeitos, qualidades e amores.
E por falar em amores, vejo, entendo e creio, que estes  serão eternos na sua vida, pois ninguém entra nos portões do seu coração, sem que haja merecimento próprio.
Talvez você separe quem é de quem não pode ser, talvez consiga ler todas as intenções numa frase, mas existe muita coisa sobre você...
Existe a certeza de que nada o que sente é simulado, forjado, ou pra trazer poucos elogios vazios, amarelos e sem graça. Você é o que é e se orgulha de ser assim...
Dura, fria e sincera, num mundo onde as pessoas fingem o tempo inteiro, pouco se importa se vai agradar ou não, mas se sente feliz em ser você.
Você é a verdade que poucos têm a coragem de dizer, você é o silêncio quando não há nada pra ser dito... Pra mim és rara luz.
Luz que vem do brilho do seu sorriso, que diz que não importa que o amor não tenha chegado no seu peito, você ainda vai ser feliz.
Rara.. única e inigualável, porque quando sua luz chega ao ambiente todos fazem  sorrir...
Rara... porque não depende de um ou de outro pra ser feliz, você é feliz e PONTO. Há determinados corações que fazem seu  peito sorrir, e esses você os recolhe pra si, e os guarda num relicário trancado à sete chaves.
Rara, como aquela poesia que sabe juntar adjetivo, substantivo e pronome numa mesma dobra...
Moça... Não enumere para mim, seus  defeitos, agarro –me em tuas qualidades e moça, juro , são tantas...
Rara, é a luz que verte dos  olhos teus, que ora consola, ora pede pra ser consolada, ora silencia, ou fala mais que tudo...
Moça... Entenda, és rara luz desde quando Deus te trouxeste para a vida, e assim o será pra sempre, então sorri, e todos que amam você terão razão pra sorrirá HáHHHHH


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

As Quatro: Inverno

“ O inverno cobre a minha  cabeça, mas uma eterna PRIMAVERA  viverá em meu coração”                                                                                                              Victor Hugo

Sabe, eu realmente, esperava que doesse mais, eu esperava que houvesse  aquela dor que vai nos tirando a alegria a cada dia mas não há... Só existe silêncio envolvendo a sua memória.
Lembro de você passar pela porta, lembro do último olhar, mas não há nada além do eco surdo do seu: “se cuida”.
Na mesma noite, esperei ansiosa pela inundação das lágrimas, pelo sentimento de culpa, mas ele não veio, eu não fui forçada a colocar aquele disco do Vinícius que tinha a música que dizia: “por toda a minha vida eu vou te amar”... Não me senti  impelida, por um turbilhão de  emoções a amaldiçoar o dia em que eu te conheci, não tive que sentar no sofá abraçando minhas pernas tentando me esconder do medo de você não voltar.
Não me coloquei sobre a janela de onde sempre, todo o dia a gente mirava a lagoa de frente ao nosso lar, não me fiz cativa das emoções que um dia a gente quis cultivar... Mas lembro.
Lembro de todas as coisas que me trouxeram até você, lembro de como seu sorriso de lado e sua barba por fazer me deixavam boba, lembro de como sempre você teve um minuto de silêncio e um abraço apertado pra me trazer segurança.
Ou o modo com que você sempre tinha um jeito de tirar um sorriso meu não importa a situação...
Mas aqui, na sala vazia, tenho certeza de que você passou, se foi, pra longe, pra sempre, e não há de voltar, porque em algum lugar do tempo prometemos: “ até que nossos corações possam continuar”.
E no meu coração, não há desejo de volta, não há aquela singular vontade de te procurar esquecer de tudo, esquecer daquela coisa presa na garganta, do cisco no olho, do vazio permanente que reza pra que você  venha me preencger.
Eu não preciso mais, sinceramente, eu não preciso mais de juras que não se cumprem, eu não preciso mais sempre discar pro seu telefone e ouvir sua voz que  diz que não pode me atender agora.
Deixei pra trás a carência de sempre precisar de um abraço seu pra me sentir viva, deixei, sei lá onde a necessidade de fitar seus olhos de manhã pra sentir que eu tinha uma vida.
Eu desfaço os laços e apago os abraços, pra me sentir só, porque só me sinto bem, e sem você talvez uma nova primavera possa surgir...
A gente se tornou nó, mas há como desatar nós no peito da gente, há como se desgarrar daquilo, ou de onde não pertencemos mais, que já não há lugar dentro dos nossos corações, mas não se esqueça, eu me vou, pra longe e pra não voltar.
Não me odeie, não é necessária toda essa melodramática que envolvem os romances, só lembra de Mário Quintana: “Então o amor, a amizade são isso. Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço."

Mas, diante de tudo o que eu disse, diante desse inverno em mim, que fez um buraco vazio no meu peito que nem pulsa, nem dói e pouco me traz arrependimento... Você sempre será a primavera em mim.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

As Quatro: Outono

Pergunto-me poucas coisas sobre seu silêncio. Entendo seus motivos, suas incertezas e até as suas crises. Não foi  assim que a gente prometeu?  Que íamos caminhar juntos, até quando nossos corações se sentissem a vontade. Sinto em seu olhar ás vezes, o cansaço da caminhada, o fardo pesa uma hora.
Sei que a impaciência que cerca suas horas não deveria, culminar no meu “boa noite” e em respostas ríspidas, mas eu te entendo... Amor não é entender o outro?
Entendo que, como disse antes,  a caminhada pode cansar e  nesses passos que a gente vem dando junto houve percalços, tropeços e quedas, mas a gente sempre teve um ao outro , na hora que um encara o chão de perto e tenta esconder a vergonha, o outro sempre estava pronto a estender a mão, a dar ajuda...
Mas se me ouve, aí de longe onde você está entenda:
Já se faz outono por esses lados, tem folhas no chão por onde quer que eu olhe, tem em mim aquele calor morno no meu peito, quando lembro  seu sorriso, mas do nada se faz frio quando trago na minha memória o teu olhar.
Meu olhar permanece amarelo, como as folhas que caem ao chão, e inerte permanece como aquelas folhas até que  o vento possa levá-las, mas não há  a minha volta o sopro leve do seu sorriso pra me fazer voar.
Meu olhar se perde nessa janela em que me encosto, tomando seu chá predileto, perdido entre tantos pensamentos me pergunto se você vai voltar. E na espera dessa volta até rabisco versos:
“Volta, que o mundo à minha volta vive da esperança de você voltar
Volta a casa tá fria, já nem  tem  luz a casa, o quarto a sala, até a sala de jantar..
Volta que entre pulsos e silêncios ainda te desejo nesse lugar
Volta, que qualquer silêncio que você fez minha alma entende,
Volta que eu sei que no brilho da lua, há a confissão que meu olhar no seu se prende,
Volta, pois todo o amor que há em mim, quando você sorri  transcende”.
Nem entendo de solidão, pouco menos de  silêncios que perduram pra sempre, mas lembre-se, da angústia confessada, desse velho outono que vive fazendo morada em mim, porque, ora sou quente e sou frio, ora me perco no verde da esperança, ora sou amarelo como desespero de não saber de ti.
Ora sou o vento que vai pra longe,  ora sou o silêncio da madrugada, que vive da esperança de você voltar...
E se não voltas, se bates a porta e se vai, sempre haverá esse velho outono sobre mim...

Volta?

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ela- As Quatro (Verão)

Talvez porque ela cante a vida em pequenas estrofes, e encontra fé até nas piores horas.
Talvez por que ela tenha essa mania de sorrir, mas seu sorriso é diferente, parece que vem de dentro, uma explosão de todo seu ser que culmina em seus lábios.
Ainda, pode ser a eterna mania que ela tem de sempre, encontrar o melhor caminho quando a gente está perdido nas ruas da cidade. O modo que pousa a cabeça no meu peito quando quer um carinho.
Talvez pela luz que irradia do  rosto dela  toda vez que vem me contar como foi o seu dia, pelo jeito com  que faz com que simples momentos se tornem grandes lembranças.
Por cada vez que ela conquista alguma coisa, ela faz questão que eu seja o primeiro a saber, e nisso, não há realização melhor.
Aprendi tanta coisa com ela, com esse começo de verão que se apresenta aos nossos olhos que não posso enumerar tantos os ganhos.
Aprendi que amor, pra ser amor de verdade tem que deixar aquela dorzinha gostosa no peito, tem que fazer morada não só no corpo, mas abraçar com a quentura de uma tarde de sol, a alma inteira.
Que promessas, não precisam ser sempre ditas, elas se revelam no silêncio dos olhares antes e depois de um beijo.
Que quem ama, mas ama mesmo, não fica de invencionices com seu amor, não procura grandes coisas, mas faz pequenas coisas terem sentido.
Que é bom estar junto, perto partilhando o caminho, mas existe a hora de se fazer as coisas sozinho, pois nada supera a alegria de voltar, por vontade.
Aprendi que a verdade, nunca é completa quando a gente não vê o lado do outro, pois ela nunca é universal.
Talvez eu queira ela, por tudo o que ela é, ou por tudo o que representa, pela falta silenciosa que ela faz quando me beija e me diz “te amo” ao pé do ouvido...
Quero ela, pois o silêncio que minha casa faz grita seu nome, quando não seu onde ela está.
Queroela por todo esse calor que ela traz pra minha vida se traduz naqueles momentos mudos em que a gente se abraça...

E se longe e em algum lugarela
existe, é VERÃO em mim.... AMO VOCÊ.